Pará reduz área sob alertas de desmatamento para 987 km², segundo Inpe

Pará reduz área sob alertas de desmatamento para 987 km², segundo Inpe
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Estado teve 987 km² sob alertas entre agosto de 2025 e julho de 2026; na comparação com 2020, redução acumulada chega a 74,8%

O Pará registrou queda de aproximadamente 26% na área sob alertas de desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026. Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam 987,27 km² de áreas sob alerta no estado durante o período.

No ciclo anterior, o Pará havia registrado aproximadamente 1.325 km², o que representa uma redução de cerca de 338 km² em um ano. A queda dá continuidade à trajetória de diminuição observada no estado nos últimos anos.

Apesar do resultado positivo, os números do Deter não representam a taxa oficial de desmatamento. O sistema funciona como ferramenta de alerta rápido, permitindo que órgãos ambientais identifiquem alterações na cobertura vegetal e direcionem ações de fiscalização.

Pará acumula redução de 74,8% desde 2020

A comparação com 2020 evidencia uma queda ainda mais expressiva nos alertas de desmatamento no Pará. Naquele período, foram registrados aproximadamente 3.918 km² de áreas sob alerta.

Considerando os 987 km² identificados no ciclo mais recente, a redução acumulada chega a cerca de 74,8%, o equivalente a aproximadamente 2.931 km² a menos sob alertas de desmatamento.

O resultado reforça a sequência de quedas observada desde o início da década, embora o Pará ainda seja o estado amazônico com a maior área absoluta sob alertas no ciclo 2025/2026. Na sequência aparecem Mato Grosso, com 834,41 km², e Amazonas, com 433,9 km².

Amazônia Legal tem menor área sob alertas da série do Deter

A redução também foi registrada no conjunto da Amazônia Legal. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Deter identificou 2.874,38 km² sob alertas de desmatamento, contra aproximadamente 4.495 km² no período anterior.

A queda ficou próxima de 37% e levou a Amazônia ao menor acumulado para o período desde o início da série histórica atual do Deter, em 2016.

O resultado também ficou 55,6% abaixo da média dos dez ciclos anteriores, segundo os dados apresentados pelo Inpe.

Deter e Prodes medem coisas diferentes

Embora ambos sejam desenvolvidos pelo Inpe, Deter e Prodes possuem finalidades diferentes no acompanhamento do desmatamento.

O Deter utiliza imagens de satélite para emitir alertas sobre alterações na cobertura vegetal. A ferramenta foi desenvolvida principalmente para apoiar ações rápidas de fiscalização e combate ao desmatamento.

Já o Prodes realiza uma análise mais detalhada e consolida a taxa oficial anual de desmatamento na Amazônia Legal. Por isso, a redução observada nos alertas do Deter sinaliza uma tendência, mas não significa automaticamente que a taxa oficial terá a mesma proporção de queda.

Os resultados consolidados do Prodes são divulgados posteriormente pelo Inpe.

O que é o ano Prodes?

O chamado ano Prodes utiliza um calendário diferente do ano convencional. O período começa em 1º de agosto e termina em 31 de julho do ano seguinte, acompanhando o ciclo utilizado para medir anualmente a perda de vegetação na Amazônia.

Por isso, o ciclo de 2026 compreende os dados registrados entre agosto de 2025 e julho de 2026.

Durante esse intervalo, os alertas do Deter ajudam a acompanhar a dinâmica do desmatamento quase em tempo real. Depois, o Prodes realiza o levantamento consolidado que servirá como referência oficial para a taxa anual.

Foto: Agência Pará

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