Estádio de Belém já possui sistema de impedimento semiautomático; Baenão também integra o cronograma de adequações para partidas do Brasileirão
O Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, está preparado para atender à nova exigência da Confederação Brasileira de Futebol para a realização de partidas da Série A do Campeonato Brasileiro.
Em fase final de implementação do impedimento semiautomático, a CBF determinou que, após a entrada oficial da tecnologia em operação, apenas estádios equipados com o sistema poderão receber jogos da primeira divisão nacional. A entidade ainda não confirmou a data de início da obrigatoriedade.
O Mangueirão recebeu os equipamentos em maio de 2026 e tornou-se o primeiro estádio da Região Norte preparado para utilizar a nova tecnologia de arbitragem. A arena é o principal local utilizado pelo Remo para mandar seus jogos na elite do futebol brasileiro.
Nova regra limita estádios disponíveis na Série A
Com a nova determinação, clubes que não puderem utilizar seus estádios habituais terão de escolher outra arena que também disponha do impedimento semiautomático.
A estrutura está sendo instalada nos 19 estádios usados regularmente pelos 20 clubes da Série A, já que Flamengo e Fluminense dividem o Maracanã. Os custos da implantação nessas arenas são assumidos pela CBF.
A medida já interfere no planejamento dos clubes. O Palmeiras, por exemplo, decidiu financiar a instalação do sistema na Arena Barueri, utilizada quando o estádio principal do clube está ocupado por eventos.
Estádios alternativos que não possuírem os equipamentos não poderão receber partidas da competição após o início da exigência.
Como funciona o impedimento semiautomático
O impedimento semiautomático utiliza câmeras instaladas ao redor do campo para acompanhar a movimentação dos jogadores, dos árbitros e da bola.
As imagens são processadas por um sistema de rastreamento, que identifica a posição dos atletas no momento do passe e auxilia a equipe do VAR na análise dos lances de impedimento.
A tecnologia será integrada ao sistema de árbitro de vídeo já utilizado pela CBF. Segundo a entidade, o objetivo é aumentar a precisão das decisões, reduzir o tempo das revisões e tornar as marcações mais transparentes.
O contrato firmado entre a CBF e a empresa Genius Sports prevê a utilização do sistema no Brasileirão e na Copa do Brasil durante as temporadas de 2026 e 2027.
Mangueirão já recebeu testes da nova tecnologia
No Mangueirão, o sistema foi utilizado experimentalmente durante uma partida entre Remo e Palmeiras pela Série A.
O teste fez parte do processo de preparação conduzido pela CBF antes da entrada definitiva da tecnologia no Campeonato Brasileiro. A entidade informou que a implantação e as avaliações ocorreriam gradualmente nas arenas selecionadas.
O impedimento semiautomático deve entrar oficialmente em funcionamento no segundo semestre de 2026, após a conclusão dos testes, dos ajustes técnicos e do treinamento das equipes de arbitragem.
Baenão também integra cronograma da CBF
Além do Mangueirão, o Estádio Banpará Baenão foi incluído no cronograma de avaliações para receber o impedimento semiautomático.
A arena foi indicada pelo Remo como alternativa para os jogos em que o Mangueirão estiver indisponível. Para receber partidas da Série A após a entrada da nova regra, no entanto, o Baenão precisará concluir as adequações e obter a aprovação técnica necessária.
A inclusão do estádio azulino no planejamento permite ao clube trabalhar com uma segunda opção de mando de campo em Belém, desde que todas as exigências estruturais e tecnológicas da CBF sejam atendidas.
Tecnologia deve agilizar decisões do VAR
A expectativa é que o novo sistema reduza o tempo gasto na construção manual das linhas de impedimento pelo VAR.
Apesar do nome, a tecnologia não toma a decisão final de forma totalmente automática. O sistema apresenta as informações aos árbitros de vídeo, que analisam o lance e comunicam a decisão ao árbitro principal.
Com a estrutura já instalada, o Mangueirão se coloca entre os estádios preparados para continuar recebendo partidas da Série A quando a nova exigência entrar oficialmente em vigor.
Foto: SEEL