Mostra gratuita reúne sete artistas negras amazônidas e será aberta nesta terça-feira (14), na CAIXA Cultural Belém, com a presença de Vera Eunice de Jesus
A exposição “Carolinas” será aberta nesta terça-feira, 14 de julho, às 19h, na CAIXA Cultural Belém. A mostra gratuita reúne obras de sete artistas negras amazônidas inspiradas na trajetória, no pensamento e na produção literária de Carolina Maria de Jesus, autora do livro “Quarto de Despejo”.
A abertura contará com a presença de Vera Eunice de Jesus, filha da escritora. A exposição permanecerá em cartaz até 8 de novembro de 2026, com visitação de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
A realização é da Via Press Comunicação, com patrocínio da CAIXA, por meio do Ministério da Cultura do Governo Federal.
Exposição reúne sete artistas negras amazônidas
A edição de “Carolinas” em Belém apresenta trabalhos de Beatriz Paiva, Glenda Beatriz, Itatiane Moraes, Júlia Margalho, Mina Ribeirinha, Paula Sampaio e Potira.
Por meio de linguagens como fotografia, pintura, escultura, performance e instalação, as artistas estabelecem conexões entre o legado de Carolina Maria de Jesus e temas como identidade, ancestralidade, territorialidade, memória e vivências amazônidas.
A montagem paraense tem curadoria de Vânia Leal, que selecionou artistas cujas pesquisas dialogam com a realidade das mulheres negras da Região Norte.
Segundo a curadora, a proposta é “fincar a bandeira da produção intelectual e visual de mulheres negras do Norte”. A mostra, portanto, não busca apenas ilustrar a obra da escritora, mas criar novos diálogos a partir das experiências e perspectivas das artistas participantes.
Mostra itinerante chega à capital paraense
A exposição “Carolinas” é um projeto itinerante que já passou por cidades como Salvador, Fortaleza, Feira de Santana e São Paulo antes de chegar a Belém.
Em cada localidade, a curadoria convida artistas visuais negras da região para produzir conexões com a trajetória e as ideias de Carolina Maria de Jesus. Dessa maneira, a mostra assume novas características em cada cidade, sem abandonar o legado da escritora como principal fio condutor.
Conheça as artistas da exposição “Carolinas”
Beatriz Paiva
Bacharel em Artes Visuais pela Universidade da Amazônia, Beatriz Paiva integra o coletivo Ilustra Pretice PA e é criadora da plataforma Goma de Tapioca.
Sua pesquisa investiga as relações entre arte e cidade, com atenção à afetividade da mulher negra lésbica e à territorialidade amazônida.
Glenda Beatriz
Cenógrafa e artista visual, Glenda Beatriz utiliza materiais amazônicos na criação de esculturas e instalações.
Seus trabalhos articulam narrativas orais, memórias e elementos do imaginário da Amazônia urbana.
Itatiane Moraes
Natural de Cametá, Itatiane Moraes é escultora autodidata e carrega em sua produção referências da infância ribeirinha na região do Tocantins.
A artista utiliza o nó do taperebazeiro como um dos principais materiais de suas obras, estabelecendo conexões com a identidade das comunidades ribeirinhas.
Júlia Margalho
Fotógrafa e documentarista, Júlia Margalho desenvolve trabalhos sobre memória familiar e ancestralidade.
Sua produção utiliza fotografia, vídeo e outros suportes para investigar histórias pessoais e coletivas.
Mina Ribeirinha
Mina Ribeirinha atua com arte urbana desde 1999 e é cofundadora da Graffiti Tinta Preta Produtora.
A artista também trabalha com moda urbana afro-amazônica por meio da Tinta Preta Grife.
Paula Sampaio
Fotojornalista com carreira iniciada na década de 1980, Paula Sampaio desenvolve um trabalho documental sobre populações que vivem às margens das grandes rodovias amazônicas.
Entre os reconhecimentos recebidos estão o 4º Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, da Funarte, em 1993, e uma bolsa do Mother Jones International Fund for Documentary Photography, em 1997.
Potira
Artista de múltiplas linguagens e estudante de Artes Visuais na Universidade Federal do Pará, Potira trabalha com ilustração, animação, muralismo, videomapping e poesia.
Em suas produções, aborda assuntos como raça, classe social, imigração e pertencimento.
Projeto discute gênero, raça e autoria feminina
Idealizada por Elaine Hazin, diretora da Via Press Comunicação, a exposição nasceu de um compromisso com a valorização da obra e do legado de Carolina Maria de Jesus.
Além de homenagear a escritora, o projeto busca ampliar a visibilidade de sua produção literária e estimular discussões sobre gênero, raça, empoderamento feminino, lugar de fala e as dificuldades enfrentadas por autoras negras e periféricas.
A mostra apresenta a escrita e a produção artística de mulheres negras como manifestações que possuem dimensões estéticas, sociais e políticas.
Exposição terá visitas mediadas e oficina de curadoria
Além da visitação regular, a programação da exposição contará com atividades educativas conduzidas pela curadora Vânia Leal.
A visita mediada “Entre Vozes e Presenças: percursos pelas Carolinas” será realizada nos dias 18 de julho e 26 de setembro, às 17h. A atividade propõe um percurso pelas obras apresentadas na exposição e terá acesso gratuito.
A oficina “Curadoria como escuta” ocorrerá no dia 22 de agosto, das 16h às 18h. Para participar, será necessário fazer inscrição prévia pelos canais da CAIXA Cultural Belém.
Serviço: exposição “Carolinas” em Belém
Evento: exposição “Carolinas”
Abertura: terça-feira, 14 de julho de 2026, às 19h
Período de visitação: de 14 de julho a 8 de novembro de 2026
Horário: de terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Local: Galeria I da CAIXA Cultural Belém
Endereço: Avenida Marechal Hermes, s/n, Armazém 6A, Reduto, Porto Futuro II
Entrada: gratuita
Classificação indicativa: livre
O endereço e o horário de funcionamento estão disponíveis na programação oficial da CAIXA Cultural Belém.
Foto: Divulgação