Mais de 50 corpos são encontrados em condições inadequadas em funerária de Chicago

Mais de 50 corpos são encontrados em condições inadequadas em funerária de Chicago
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Autoridades de Illinois investigam funerária após descoberta de dezenas de corpos armazenados sem refrigeração e denúncias de condições insalubres

Mais de 50 corpos foram encontrados armazenados de forma inadequada em uma funerária de Chicago, nos Estados Unidos, na quinta-feira (6). Segundo autoridades do estado de Illinois, os restos mortais estavam em diferentes estágios de decomposição e parte deles permanecia em uma área sem refrigeração.

O caso ocorreu na South Chicago Chapel e passou a ser investigado por autoridades estaduais e pela polícia da cidade. A licença profissional de uma das responsáveis pelo estabelecimento foi suspensa temporariamente.

Instituto Médico-Legal participa da identificação dos corpos

O Instituto Médico-Legal do Condado de Cook informou que investigadores e patologistas forenses foram enviados à funerária após serem comunicados sobre possíveis irregularidades no armazenamento dos corpos.

As equipes passaram a analisar documentos e registros que possam auxiliar na identificação dos falecidos, além de verificar certidões de óbito e outras informações relacionadas às famílias.

Segundo o órgão, o trabalho poderá levar vários dias até que seja possível determinar a destinação adequada de cada corpo.

Funerária apresentava condições consideradas insalubres

O Departamento de Regulamentação Financeira e Profissional de Illinois afirmou que a responsável pela funerária, Johanna Morgan, teria permitido que diversos corpos fossem mantidos em espaço sem refrigeração.

De acordo com as autoridades, o estabelecimento também apresentava graves problemas sanitários e sinais de infestação de roedores.

A licença profissional de Johanna foi temporariamente suspensa sob o argumento de que a continuidade das atividades poderia representar risco ao interesse e ao bem-estar públicos.

Até o momento, nenhuma prisão foi anunciada. Detetives da polícia de Chicago seguem investigando o caso.

Moradores relataram forte odor na região

Moradores próximos à funerária de Chicago afirmaram a veículos de comunicação locais que vinham percebendo um forte odor vindo do estabelecimento.

A situação reforçou as suspeitas sobre as condições internas do imóvel e passou a chamar a atenção de autoridades locais.

Responsáveis já haviam administrado crematório investigado

Registros empresariais apontam que Johanna Morgan e Clark X. Morgan são ligados à South Chicago Chapel. Clark aparece nos documentos como presidente da empresa.

Segundo autoridades estaduais, o casal também administrava anteriormente um crematório em Chicago Heights, ao sul da cidade.

A licença desse estabelecimento foi revogada após autoridades identificarem problemas no armazenamento de corpos e encontrarem centenas de restos mortais cremados que ainda não haviam sido entregues às respectivas famílias.

Clark Morgan também teve sua licença profissional revogada em 2024 e recebeu uma multa de US$ 10 mil por exercer a profissão com documentação vencida e por conduta considerada inadequada pelas autoridades.

Controladora de Illinois critica situação encontrada

A controladora do estado de Illinois, Susana Mendoza, classificou a nova descoberta como uma situação grave e ressaltou que os corpos encontrados pertencem a pessoas cujas famílias esperam tratamento digno.

Ela também destacou que o caso chama ainda mais atenção devido aos antecedentes relacionados ao crematório anteriormente administrado pelos mesmos responsáveis.

Polícia de Chicago continua investigação

A polícia de Chicago informou que a apuração segue em andamento e que ainda não houve anúncio de prisões relacionadas ao caso.

As autoridades trabalham para identificar os corpos, localizar familiares e determinar possíveis responsabilidades administrativas ou criminais.

O episódio amplia a preocupação nos Estados Unidos com casos recentes envolvendo irregularidades em funerárias e estabelecimentos responsáveis pelo armazenamento e tratamento de restos mortais.

Foto: Tyler Pasciak LaRiviere/Chicago Sun-Times via AP

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