Éderson é celebrado pelo Ministério dos Povos Indígenas após convocação para a Seleção Brasileira
Volante tem raízes no povo Terena e ligação familiar com a Aldeia Bananal, em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul
A convocação do volante Éderson para a Copa do Mundo de 2026 ganhou repercussão para além do futebol. O atleta, que defende a Seleção Brasileira, foi celebrado pelo Ministério dos Povos Indígenas em publicação oficial nesta terça-feira (9), em reconhecimento às suas raízes ligadas ao povo Terena, no Mato Grosso do Sul.
Éderson foi chamado para integrar o grupo brasileiro após a lesão do lateral-direito Wesley. A presença do jogador na Seleção foi destacada pelo ministério como motivo de orgulho para os povos indígenas do país, por representar a presença da ancestralidade indígena em um dos maiores palcos do esporte mundial.
O ministro Eloy Terena, também pertencente ao povo Terena, ressaltou que a convocação do atleta carrega um significado coletivo. Para ele, ver um jogador com essa origem vestindo a camisa da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo simboliza uma conquista que ultrapassa os limites do esporte.
Raízes na Aldeia Bananal
Nascido em Campo Grande, Éderson mantém fortes laços familiares com a Aldeia Bananal, localizada em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul. A família materna do jogador tem origem na região, que integra a Terra Indígena Taunay-Ipegue.
Mesmo com a carreira consolidada no futebol europeu, o volante preserva a ligação com seus parentes e visita a comunidade sempre que a agenda permite. Entre tios, primos e demais familiares, a trajetória do atleta é acompanhada com orgulho.
Uma das principais referências dessa conexão é a avó materna, Albina Cândido, falante da língua Terena e apontada como uma das grandes inspirações na vida do jogador. A relação com a ancestralidade, portanto, permanece como parte importante da identidade de Éderson.
Destaque no futebol europeu
Atualmente, Éderson defende a Atalanta, da Itália, onde teve uma temporada de destaque. O volante disputou 41 partidas pelo clube italiano, sendo titular em 37 delas, desempenho que reforçou sua importância na equipe e contribuiu para a convocação à Seleção Brasileira.
Para o Ministério dos Povos Indígenas, a trajetória do jogador demonstra que é possível alcançar espaços de grande visibilidade sem romper os vínculos com a origem, a memória e a cultura ancestral.
A convocação também foi recebida como um marco simbólico para Aquidauana, para a Aldeia Bananal e para o povo Terena. Mais do que uma conquista individual, a presença de Éderson na Copa do Mundo representa a força de histórias indígenas que seguem vivas e presentes em diferentes áreas da sociedade brasileira.
Quando entrar em campo pela Seleção Brasileira, Éderson carregará não apenas a expectativa dos torcedores, mas também o orgulho de um povo cuja história resiste, se renova e passa a ocupar novos espaços de reconhecimento.
Foto: Rafael Ribeiro / CBF