Com 19,1 kg consumidos por brasileiro em 2025, proteína deixa para trás antigos mitos e conquista o público com cortes versáteis, saborosos e nutritivos
A carne suína vive um dos seus melhores momentos no Brasil. Em 2025, o consumo per capita chegou a 19,1 quilos por habitante, enquanto a produção nacional alcançou 5,592 milhões de toneladas, movimentando R$ 63,1 bilhões e consolidando o país como o quarto maior produtor e o terceiro maior exportador de carne suína do mundo. Mais presente no varejo e na alimentação fora do lar, a proteína também amplia a variedade de cortes e preparações oferecidas aos consumidores.
O crescimento acompanha uma mudança importante de comportamento.
Durante décadas cercada por tabus sobre gordura, higiene e valor nutricional, a carne suína passou por uma transformação na cadeia produtiva, com avanços genéticos, controle sanitário e novos cortes mais magros, tornando-se uma opção cada vez mais frequente na mesa dos brasileiros.
Em Belém, essa mudança também aparece nos restaurantes. No Engenho Cozinha Brasileira, as duas unidades do restaurante consomem cerca de quatrocentos quilos por mês, resultado de um cardápio que aposta em cortes tradicionais apresentados de diferentes formas.
Entre os destaques estão o Joelho de Porco Fatiado, servido com arroz, couve na manteiga e farofa; o Joelho Trinchado, acompanhado de batatas rústicas e geleia de cebola; e o Burg do Engenho, que combina queijo, joelho de porco defumado e picles roxos.
“Existe uma redescoberta da carne suína. O cliente percebe que ela é extremamente versátil e permite preparações que vão do prato mais tradicional ao hambúrguer gourmet. No Engenho, trabalhamos cortes que valorizam sabor, técnica e brasilidade, mostrando que a carne de porco pode ocupar diferentes momentos da experiência gastronômica”, afirma Mateus Ribeiro, gerente do Engenho Cozinha Brasileira.
Além de proteína de alto valor biológico, a carne suína é fonte de vitaminas do complexo B, zinco e selênio, nutrientes importantes para o funcionamento do organismo. Para a nutricionista Laís Santana, boa parte da resistência ao consumo ainda está ligada a informações ultrapassadas.
“A carne suína inspecionada é segura, e hoje não existe evidência científica que sustente boa parte dos mitos que ainda circulam por aí, como a ideia de que ela faz mal em fases específicas da vida ou que precisa ser evitada por causa de cicatrização, por exemplo. A orientação principal continua sendo a mesma pra qualquer proteína: dar preferência a carnes de boa procedência, com rastreabilidade, e fazer o preparo correto, principalmente a cocção completa”, conclui a nutricionista.
SERVIÇO: Engenho Cozinha Brasileira
Boulevard Shopping Belém – Piso 1
Pátio Belém Shopping – Piso L2
Funcionamento: diariamente, das 11h às 23h.