Milhares de sardinhas foram encontradas mortas espalhadas pelo litoral e pelos furos de rios de Salinópolis, no nordeste do Pará. O fenômeno foi registrado durante este sábado (9) e chamou atenção de moradores, pescadores e turistas, que relataram forte mau cheiro na região e a presença de grande quantidade de peixes encalhados na orla.
O episódio ocorreu durante a maré alta e, segundo relatos de pescadores e barraqueiros da região, o fenômeno estaria relacionado às mudanças nas condições da água, influenciadas pelo período de chuvas e pela alteração da salinidade nos ambientes onde ocorre o encontro entre rio e mar.
Fenômeno atinge áreas do litoral e rios da região
De acordo com relatos locais, a presença dos peixes mortos foi registrada em diferentes pontos do município, tanto na faixa litorânea quanto em áreas de furo de rio. O acúmulo das sardinhas provocou mau cheiro intenso, o que acabou afastando parte dos turistas que estavam na região.
Moradores afirmam que a situação causa impacto direto na movimentação de barracas e atividades comerciais no litoral, especialmente em períodos de maior visitação.
Pescadores associam evento às mudanças na água
Pescadores relatam que o fenômeno pode estar relacionado ao excesso de chuvas, que altera a salinidade da água na região. Esse desequilíbrio, segundo eles, pode afetar a sobrevivência dos peixes, provocando a mortandade em grande escala.
Outra explicação citada é o choque entre águas do oceano Atlântico e dos rios locais, o que pode influenciar diretamente no nível de oxigênio disponível para a fauna marinha.
Segundo relatos de barraqueiros, um episódio parecido já havia ocorrido no município há cerca de 10 anos, também associado a alterações ambientais e variações na maré.
A presença das sardinhas mortas afetou a movimentação de turistas no fim de semana. O forte odor nas áreas atingidas foi um dos principais fatores apontados por comerciantes locais para a redução do fluxo de visitantes.
O fenômeno, apesar de incomum, é descrito por moradores como algo que pode ocorrer em determinadas épocas do ano, quando há mudanças mais intensas nas condições naturais entre rios e mar.