Trump é retirado às pressas após tiros em hotel de Washington; suspeito queria atingir presidente, dizem autoridades
Suspeito armado abriu fogo e tentou invadir evento no Washington Hilton, levando Donald Trump a ser retirado sob escolta; autoridades investigam possível atentado contra o presidente e membros do governo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas de um hotel em Washington na noite deste sábado após disparos serem ouvidos durante o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Segundo autoridades americanas, o suspeito pretendia atingir integrantes do governo e, “provavelmente”, o próprio presidente.
O caso aconteceu no Washington Hilton, onde Trump participaria do tradicional evento ao lado da primeira-dama, Melania Trump, e de outras autoridades do governo.
Suspeito foi detido antes de chegar ao salão principal
De acordo com as investigações preliminares, o homem identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, abriu fogo e tentou invadir a área do evento antes de ser contido por agentes de segurança.
O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, afirmou que o suspeito “mal conseguiu ultrapassar o perímetro” e não chegou ao local onde estavam o presidente e os convidados.
As autoridades ainda investigam a motivação do ataque, mas informaram que o homem não está colaborando com os investigadores.
Agente ficou ferido e Trump saiu ileso
Durante a ação, um agente de segurança foi atingido, mas o impacto foi contido pelo colete à prova de balas. Ele recebeu atendimento médico e teve alta no dia seguinte.
Trump, Melania e demais integrantes do governo presentes no evento não ficaram feridos.
Após o incidente, o jantar foi adiado.
Trump fala em violência política
Em entrevista coletiva, Trump classificou o suspeito como um “lobo solitário” e voltou a comentar os riscos envolvendo a política americana.
Segundo o presidente, nenhum país está imune à violência política e mesmo esquemas de segurança robustos podem ser ameaçados por ações isoladas.
Histórico de ataques contra Trump
O episódio reacende preocupações com a segurança do republicano, que já havia sido alvo de outras tentativas de atentado desde a campanha eleitoral.
Em julho de 2024, Trump foi ferido de raspão na orelha durante um comício na Pensilvânia. Meses depois, outro homem armado foi preso próximo a um clube de golfe frequentado pelo presidente na Flórida.
Líderes mundiais se manifestam
Diversos chefes de Estado divulgaram mensagens de solidariedade após o episódio. Entre eles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que repudiou o ataque e classificou a violência política como ameaça à democracia.
Também se pronunciaram o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron e o premiê indiano Narendra Modi.
Local tem histórico de atentado presidencial
O Washington Hilton já entrou para a história política americana em 1981, quando o então presidente Ronald Reagan foi baleado ao deixar o mesmo hotel após um discurso.
O atentado deste sábado reforça o simbolismo do local e reacende debates sobre protocolos de segurança em eventos oficiais nos Estados Unidos.