Paralisação foi iniciada nesta quinta-feira (17) após assembleia da categoria; trabalhadores reivindicam reajuste maior nos salários, aumento da PLR e melhorias na cesta básica
Trabalhadores da construção civil de Belém iniciaram, nesta quinta-feira (17), uma greve por tempo indeterminado após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo setor patronal durante as negociações da campanha salarial. A decisão foi aprovada em assembleia geral realizada na terça-feira (15).
Segundo a categoria, a paralisação ocorre porque os valores oferecidos pelas empresas não atendem às principais reivindicações dos trabalhadores. Entre os pedidos estão reajuste salarial de 8%, aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para R$ 405 e elevação do valor da cesta básica para R$ 260.
Proposta apresentada pelas empresas foi rejeitada
Durante as negociações, o sindicato patronal apresentou uma proposta com reajuste de 4,5% nos salários e na PLR, que atualmente está em R$ 350. O acordo também previa aumento de 12,5% na cesta básica, passando de R$ 160 para R$ 180.
A oferta, porém, não foi aceita pelos trabalhadores, que decidiram pela paralisação das atividades em busca de avanços nas negociações.
Greve reúne trabalhadores da construção civil em Belém
Com o início da greve, trabalhadores se reuniram em mobilização para cobrar uma nova proposta por parte das empresas do setor. A categoria afirma que pretende manter o movimento até que haja um acordo considerado satisfatório nas negociações salariais.
Até o momento, não há previsão para o fim da paralisação. As próximas rodadas de negociação devem definir os rumos do movimento dos trabalhadores da construção civil em Belém.
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