Setor Florestal da Bahia marca presença na COP30 e fortalece parceria com a Finlândia, em Belém.

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A COP30, que está sendo realizada em Belém (PA), tem sido um ponto de encontro de iniciativas e debates sobre soluções para a crise climática, com a participação de representantes de diversas partes do mundo. Entre os destaques da conferência está o setor florestal baiano, que tem reforçado sua atuação no debate sobre bioeconomia, inovação e a contribuição das florestas para a mitigação das mudanças climáticas.

O diretor-executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), Wilson Andrade, integra a delegação oficial do Brasil e teve uma participação ativa nas discussões, destacando a importância das florestas plantadas e o papel da Bahia na transição para uma economia de baixo carbono. Andrade esteve presente na Zona Azul da COP30, onde foi parte de debates centrais que discutem o futuro das florestas brasileiras no cenário global.
Brasil e Finlândia: Uma parceria estratégica em tecnologia e inovação.

Um dos momentos de maior destaque na agenda de Andrade foi o almoço promovido pela Embaixada da Finlândia, que mantém um pavilhão ativo na conferência. O evento reuniu autoridades e representantes do setor florestal, tanto do Brasil quanto da Finlândia, incluindo o novo embaixador Antti Kaski e ministros de Ciência e Desenvolvimento Econômico.

Andrade, que também é Cônsul Honorário Emérito da Finlândia e Diretor Regional da Finncham, falou sobre as contribuições da Finlândia em áreas como tecnologia de madeira, economia circular e energias renováveis, e a importância dessa cooperação para o setor florestal brasileiro.

“A Finlândia é uma referência global em tecnologias inovadoras, e temos o papel de aproximar os setores florestais dos dois países. O Brasil tem muito a aprender e a compartilhar”, destacou.

Soluções florestais para uma economia de baixo carbono

Outro ponto importante da participação de Andrade na COP30 foi sua presença no painel “Sistemas Florestais – Benefícios dos Produtos de Base Florestal”, promovido pelo Sistema CNA/Senar na AgriZone COP30. Durante o painel, especialistas discutiram como as florestas plantadas podem contribuir para a captura de carbono, redução de emissões e inovação em produtos sustentáveis.

Andrade aproveitou para destacar que o setor florestal baiano já demonstra liderança em práticas sustentáveis, com empresas como Bracell, Suzano e Veracel atuando ativamente na redução da pegada de carbono. Segundo ele:
“O setor florestal está à frente, promovendo mais produtividade com menores emissões. Estamos mostrando que é possível aliar resultados econômicos com sustentabilidade.”

Bambu e bioeconomia: O potencial das fibras naturais

Além de seu trabalho com a ABAF, Andrade também representou a Câmara Setorial de Fibras Naturais do MAPA em um seminário sobre o bambu promovido pela Rede Brasileira do Bambu (RBB). O seminário destacou a importância dessa fibra natural como parte da economia circular, um dos principais temas da COP30.
“Hoje, utilizamos apenas 5% do bambu, principalmente as fibras. Precisamos aproveitar 100% da planta. O bambu tem um enorme potencial para a Amazônia, tanto para a bioeconomia quanto para o reflorestamento”, afirmou Andrade.

O setor florestal como solução climática global

Andrade concluiu sua participação na COP30 destacando o papel essencial do setor de árvores cultivadas nas estratégias de mitigação das mudanças climáticas. Segundo ele, o Brasil tem um protagonismo significativo nesse cenário, especialmente na Amazônia.

“O Brasil e a Amazônia são fundamentais para a solução da crise climática global. Este é o momento de reforçar o papel do setor florestal, que integra produtividade, conservação e desenvolvimento socioeconômico”, finalizou

 

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