Uma mensagem enviada pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi encontrada pela Polícia Federal (PF) no celular do banqueiro no dia em que ele foi preso. O registro foi identificado durante a análise do aparelho apreendido na investigação.
Segundo a apuração, a mensagem foi enviada às 17h26 do dia 17 de novembro de 2025, poucas horas antes da prisão. No texto, Vorcaro questiona o ministro: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.
A PF localizou a conversa no celular do empresário, que foi detido às 22h do mesmo dia no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar em um jato particular com destino a Dubai, com escala em Malta.
De acordo com os investigadores, Alexandre de Moraes respondeu à mensagem, mas o conteúdo não pôde ser recuperado. Isso porque as respostas teriam sido enviadas em três mensagens de visualização única, recurso do WhatsApp que apaga o conteúdo após ser aberto pelo destinatário.
Contexto do dia da prisão
O diálogo ocorre em meio a um momento de forte tensão para o banqueiro. Conforme relatos sobre o caso, o dia 17 de novembro foi marcado por tentativas de Vorcaro de evitar a liquidação do Banco Master e, ao mesmo tempo, lidar com a possibilidade de uma ordem de prisão.
A análise do celular também indicou que o empresário tinha o hábito de apagar mensagens e utilizava com frequência recursos de visualização única no aplicativo. Por isso, investigadores consideram possível que a conversa tenha permanecido registrada no aparelho por não ter sido apagada a tempo.
Apesar da existência do diálogo, especialistas ressaltam que não é possível determinar com precisão a que situação Vorcaro se referia na mensagem enviada ao ministro.
Posicionamento do STF e da defesa
Procurado por meio da assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes afirmou que não recebeu as mensagens citadas e classificou a informação como uma “ilação mentirosa”, com o objetivo de atacar a Corte.
As investigações seguem em andamento para esclarecer o contexto das mensagens encontradas e o papel delas dentro do conjunto de provas analisadas pela Polícia Federal.