Patente do Ozempic cai, mas Brasil ainda não tem alternativa nacional; novas canetas podem chegar até junho
Medicamento para diabetes e emagrecimento segue sem versão brasileira, apesar do fim da patente
A patente do Ozempic caiu recentemente, abrindo caminho para a produção de versões genéricas. No entanto, o Brasil ainda não possui uma alternativa nacional ao Ozempic, o que mantém o medicamento com oferta limitada e preços elevados no mercado.
Utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e amplamente procurado para emagrecimento, o Ozempic segue com alta demanda no país, mesmo após o fim da proteção de patente.
Por que ainda não existe genérico do Ozempic no Brasil?
Apesar da queda da patente do Ozempic, especialistas explicam que o desenvolvimento de versões genéricas, especialmente de medicamentos biológicos como a semaglutida, exige tempo, tecnologia e aprovação regulatória.
Além disso, a produção local depende de investimentos da indústria farmacêutica e de autorização da Anvisa, o que pode atrasar a chegada de uma alternativa nacional ao Ozempic.
Novas canetas de Ozempic podem chegar até junho
Enquanto a produção nacional não avança, há expectativa de aumento na oferta do medicamento no Brasil. Novas remessas das chamadas canetas de Ozempic podem chegar ao mercado até junho, o que pode ajudar a reduzir a escassez enfrentada por pacientes.
A ampliação da distribuição é vista como uma medida importante para atender a demanda crescente, especialmente entre pessoas que utilizam o medicamento de forma contínua.
Alta demanda pressiona preços e abastecimento
A popularização do Ozempic, inclusive para fins de emagrecimento, intensificou a procura e impactou diretamente o abastecimento. Com isso, pacientes com diabetes tipo 2 relatam dificuldades para encontrar o medicamento nas farmácias.
A ausência de um genérico no país mantém os preços elevados e limita o acesso a parte da população.
O que esperar do mercado nos próximos meses
Com o fim da patente, a tendência é que novas opções surjam no médio prazo. No entanto, até que uma versão brasileira do Ozempic esteja disponível, o mercado seguirá dependente de importações e da ampliação do estoque pelas fabricantes.
Especialistas indicam que a regulação e a capacidade produtiva serão determinantes para definir quando o medicamento poderá se tornar mais acessível no Brasil.
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