Órgão vai reunir instituições em Soure para discutir fiscalização sanitária, possíveis impactos ambientais e o cumprimento das normas de abate animal.
O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) marcou uma reunião para o próximo dia 21, em Soure, na Ilha do Marajó, após a repercussão de um vídeo publicado nas redes sociais envolvendo o abate de um búfalo.
As imagens mostram o animal morto e sem a pele sendo colocado em um rio da região e, posteriormente, assado na presença de influenciadores. O conteúdo provocou críticas entre moradores e levantou questionamentos sobre as condições em que o abate foi realizado.
MPPA apura condições do abate do búfalo
Segundo o MPPA, ainda não há informações sobre como o búfalo foi abatido nem se o procedimento foi acompanhado por órgãos responsáveis pela fiscalização sanitária.
O caso despertou preocupações relacionadas a possíveis danos ambientais, riscos à saúde pública e ao cumprimento das normas que regulamentam o abate de animais destinados ao consumo humano.
Há ainda a suspeita de que a carne tenha sido distribuída para alimentação, o que ampliou os questionamentos sobre a segurança alimentar e a origem do produto.
Vídeo gera críticas entre moradores do Marajó
A publicação também provocou forte reação entre moradores da Ilha do Marajó. O búfalo é considerado um dos principais símbolos culturais da região e está diretamente ligado à história, à economia e à identidade de Soure e de outros municípios marajoaras.
A forma como o animal aparece nas imagens foi criticada por moradores e internautas, especialmente diante da ausência de informações sobre fiscalização, higiene e respeito às normas ambientais e sanitárias.
Reunião discutirá fiscalização e bem-estar animal
A reunião será realizada às 10h, no gabinete da Prefeitura de Soure, e contará com representantes de diferentes instituições.
O objetivo é discutir medidas para evitar situações semelhantes e fortalecer as ações de fiscalização sanitária, proteção ambiental, segurança alimentar e bem-estar animal no município.
O encontro também deve avaliar quais órgãos possuem atribuição para fiscalizar o abate, a manipulação e a destinação da carne.
Consumo de carne de búfalo não é o problema, afirma Nudan
A coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos dos Animais (Nudan), Maria José Cunha, ressaltou que a discussão não está relacionada ao consumo da carne de búfalo.
Segundo ela, o ponto central é assegurar que o abate seja realizado dentro das normas legais e sanitárias, com respeito à saúde da população, ao meio ambiente e às regras de fiscalização.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventuais responsabilizações relacionadas ao caso.
Foto: Ag. Pará