Mercado do Ver-o-Peso celebra 399 anos como símbolo cultural e econômico de Belém

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O Complexo do Ver-o-Peso, em Belém, celebra 399 anos nesta sexta-feira (27), consolidando sua relevância histórica, cultural e econômica para a capital paraense. Considerado um dos principais cartões-postais da cidade, o espaço reúne diariamente milhares de trabalhadores e visitantes.

Para marcar a data, feirantes e trabalhadores realizaram uma comemoração com bolo e momentos de agradecimento pelas melhorias recentes no espaço. A celebração ocorreu no Mercado de Carne Francisco Bolonha, que integra o complexo e também passou por intervenções da Prefeitura de Belém.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedcon), responsável pela administração do local, cerca de 20 mil pessoas circulam diariamente pelo Ver-o-Peso.

Movimentação econômica e fluxo diário no Ver-o-Peso

O fluxo inclui frequentadores das barracas da feira, mercados anexos, lojas, restaurantes, lanchonetes, além de trabalhadores do transporte de cargas e embarcações que utilizam áreas como a Pedra do Peixe e a Feira do Açaí.

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) indicam que o complexo movimenta aproximadamente R$ 360 milhões por ano, o que representa cerca de R$ 1 milhão por dia. O volume reforça o papel estratégico do Ver-o-Peso na economia de Belém.

Tradição, trabalho e história no maior mercado a céu aberto

Reconhecido como a maior feira ao ar livre da América Latina e um dos mercados mais antigos do Brasil, com origem entre 1625 e 1627, o Ver-o-Peso reúne diferentes atividades que começam ainda de madrugada.

Ao todo, cerca de 2.400 trabalhadores atuam no complexo, entre permissionários da Prefeitura de Belém, informais e ajudantes. Entre bancas, corredores e boxes, o espaço mantém uma rotina intensa que combina comércio, tradição e convivência.

Além da relevância econômica, o Ver-o-Peso também se destaca como um ponto de encontro de histórias e relações construídas ao longo de gerações, reafirmando seu papel como símbolo cultural da cidade.

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