Maré que Canta leva musicalização a crianças de comunidades ribeirinhas em Marapanim

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Iniciativa da Praticagem da Barra do Pará une educação, cultura e desenvolvimento social em parceria com a rede municipal de ensino

O projeto de musicalização Maré que Canta leva acesso à arte, cultura e educação para crianças e adolescentes de comunidades ribeirinhas do município de Marapanim, no nordeste paraense. Inspirada pelo ritmo das águas e pelo cotidiano local, a iniciativa atende moradores de Vista Alegre, Ilha de Itauaçú e Ilha de Tamaruteua, promovendo aprendizado musical, convivência e valorização da identidade cultural.

Desenvolvido pela Praticagem da Barra do Pará, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Marapanim e o projeto Formando Leitores, o Maré que Canta utiliza a música como ferramenta de inclusão, desenvolvimento social e fortalecimento do senso de pertencimento entre os participantes.

Música como ferramenta de aprendizado e inclusão

As atividades são ministradas por professores de música e educadores culturais, com aulas de musicalização, canto, flauta doce e violão. A rotina também inclui exercícios rítmicos e percussivos, criação coletiva de canções, práticas de expressão artística e momentos de integração com a cultura ribeirinha.

Atualmente, o projeto atende crianças de 7 a 13 anos, além de jovens e adultos com idades entre 20 e 55 anos. A proposta é traduzir em sons a relação entre os rios, as comunidades e o modo de vida ribeirinho, aproximando o ensino musical da realidade dos participantes.

Segundo Daniella de Sena Martins, coordenadora do projeto Formando Leitores e do Maré que Canta, a iniciativa tem impacto direto no desenvolvimento das crianças e adolescentes.

“Quando os alunos entram no projeto, ganham mais confiança e autoestima, maior vontade de aprender e conviver coletivamente. Eles desenvolvem habilidades cognitivas e sociais, fortalecem a identidade cultural e o senso de pertencimento na comunidade em que vivem”, explica.

Projeto fortalece autoestima e identidade cultural

Além do aprendizado técnico, o Maré que Canta busca estimular criatividade, expressão, escuta coletiva e convivência. Para a coordenação, um dos pontos mais marcantes é acompanhar a evolução dos alunos durante as apresentações e atividades em grupo.

“O que mais nos emociona ao ver os alunos se apresentando é ver eles ganhando voz, ritmo e expressão, observar o crescimento individual e coletivo e sentir o impacto positivo na autoestima deles. A gente percebe o poder transformador da música”, afirma Daniella.

A iniciativa também contribui para ampliar o acesso à cultura em territórios ribeirinhos, onde a música passa a ser instrumento de educação, memória e valorização das vivências locais.

Praticagem da Barra do Pará amplia atuação social

A proposta dialoga com a atuação da Praticagem da Barra do Pará, que tem como essência orientar, conectar e garantir a navegação segura nos rios da região. No campo social, a instituição reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável das comunidades onde está presente.

Para Jorge Barbeito da Costa, superintendente da Praticagem da Barra do Pará, o projeto representa uma forma de ampliar conexões para além da navegação.

“O Maré que Canta representa a forma como enxergamos nosso papel na região: promover conexões que vão além da navegação. Assim como os rios unem caminhos, acreditamos que a educação e a cultura são capazes de transformar realidades e aproximar pessoas”, destaca.

Com investimento em educação, cultura e desenvolvimento social, o Maré que Canta fortalece oportunidades para crianças, adolescentes e moradores de Marapanim, mostrando que a música também pode ser caminho para inclusão, pertencimento e transformação comunitária.

Foto: Divulgação

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