Lula confirma Geraldo Alckmin como vice na chapa de reeleição

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Vice-presidente deixará ministério e mudanças atingem ao menos 18 ministros do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta terça-feira (31), que Geraldo Alckmin será novamente candidato a vice-presidente na chapa que disputará a reeleição. A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto.

A confirmação consolida a repetição da dobradinha eleitoral e ocorre em meio a uma ampla reorganização no governo federal, com a saída de ministros para disputar as eleições.


Alckmin deixará ministério para disputar eleições

Para participar do pleito, Geraldo Alckmin precisará deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), conforme determina a legislação eleitoral.

Pelas regras, ocupantes de cargos no Executivo devem se desincompatibilizar até o dia 4 de abril para concorrer nas eleições. A exceção é para os cargos de presidente e vice-presidente, que podem disputar a reeleição sem deixar o posto.


Governo terá saída de ao menos 18 ministros

Segundo Lula, pelo menos 18 ministros devem deixar o governo para disputar cargos eletivos. Inicialmente, 14 nomes já estão confirmados, enquanto outros quatro devem anunciar a saída nos próximos dias.

Entre os principais nomes estão:

  • Fernando Haddad (PT), da Fazenda: deve disputar o governo de São Paulo;
  • Renan Filho (MDB), dos Transportes: deve disputar o governo de Alagoas;
  • Rui Costa (PT), da Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia;
  • Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: deve disputar o Senado pelo Paraná;
  • Simone Tebet (PSB), do Planejamento: deve disputar o Senado por São Paulo;
  • Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: deve disputar o Senado por São Paulo;
  • André Fufuca (PP), do Esporte: deve disputar o Senado pelo Maranhão;
  • Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: deve disputar o Senado por Mato Grosso;
  • Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: deve disputar o Senado por Amapá;
  • Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: deve disputar a Câmara por Pernambuco;
  • Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: deve disputar a Câmara por São Paulo;
  • Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial: deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro;
  • Sônia Guajajara (Psol), dos Povos Indígenas: deve disputar a Câmara por São Paulo;
  • Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: deve disputar a Câmara legislativa de Minas Gerais
  • Camilo Santana (PT), da Educação: deve ajudar na campanha de 2026;
  • Márcio França (PSB), do Empreendedorismo: deve sair do governo mas ainda está indefinido se ajudará na Campanha eleitoral ou se disputa o Senado por São Paulo;
  • Wolney Queiroz (PDT), da Previdência: deve sair do governo mas ainda está indefinido se ajudará na Campanha eleitoral ou concorre a câmara federal por Pernambuco;
  • Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia: ainda está indefinido se concorre ao Senado por Minas Gerais ou continua no governo para contornar a crise dos combustíveis;
  • Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia: ainda indefinido se deve sair do governo ou concorrer a algum cargo em Pernambuco;
  • Sidônio Palmeira, da Comunicação Social: deve ser exonerado não agora, mas no meio do ano, para ser o marqueteiro de Lula na Campanha.

Outros ministros também devem deixar os cargos para disputar vagas no Legislativo e Executivo em diferentes estados.


Mudanças na Esplanada buscam manter continuidade

Para evitar impactos na gestão, Lula indicou que pretende manter a continuidade das políticas públicas. Em muitos casos, os secretários-executivos devem assumir os ministérios temporariamente.

Um exemplo é o Ministério da Fazenda, onde Dario Durigan assumiu após a saída de Fernando Haddad. Ele já participou de agendas oficiais ao lado do presidente como novo titular da pasta.

Apesar disso, nem todos os ministérios seguirão esse modelo, e algumas pastas podem ser ocupadas por outros nomes ligados ao governo.


Reorganização marca início do ciclo eleitoral

A saída em massa de ministros e a confirmação de Geraldo Alckmin como vice marcam o início do ciclo eleitoral dentro do governo federal.

A estratégia busca garantir a participação dos aliados nas eleições sem comprometer o funcionamento da máquina pública, ao mesmo tempo em que reforça a base política para a disputa.

Foto:  Ricardo Stuckert/PR

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