Gravações mostram ordens a navios para recuar; medida impacta transporte de petróleo na região
O Comando Central dos Estados Unidos divulgou, nesta quarta-feira (15), áudios relacionados ao bloqueio naval no Estreito de Ormuz, intensificando a pressão sobre o Irã. Nas gravações, militares norte-americanos ordenam que embarcações “deem meia-volta” e se preparem para possíveis abordagens.
Em um dos trechos, a comunicação alerta que o descumprimento das ordens pode resultar no uso da força, evidenciando o nível de tensão na região estratégica para o comércio global de petróleo.
Bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz entra em vigor
O bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz começou a valer dois dias antes da divulgação dos áudios e tem como objetivo restringir a circulação de navios com origem ou destino a portos iranianos.
A medida faz parte de uma estratégia para pressionar economicamente o Irã, já que o estreito é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo.
Navios são obrigados a recuar durante operação
Segundo o CENTCOM, ao menos nove embarcações tiveram que retornar após receberem ordens das forças norte-americanas durante o bloqueio.
O comando afirma que a operação ocorre principalmente no Golfo de Omã e no Mar Arábico, áreas próximas ao Estreito de Ormuz, além de incluir restrições à costa e aos portos iranianos.
Irã tenta contornar bloqueio e mantém operações
Apesar das restrições, o Irã informou que está utilizando portos alternativos para manter o fluxo comercial. Autoridades iranianas também afirmaram que algumas embarcações conseguiram atravessar a região.
De acordo com a agência estatal Fars, um petroleiro de grande porte, com capacidade para transportar cerca de 2 milhões de barris, conseguiu passar pelo estreito, seguido por um navio de carga com alimentos.
Tensão no Oriente Médio pode impactar comércio global
O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais estratégicos do planeta para o comércio internacional de petróleo. Qualquer instabilidade na região pode gerar impactos diretos nos preços e na logística global de energia.
Em resposta às ações dos EUA, o Irã indicou a possibilidade de ampliar a tensão e ameaçou afetar rotas comerciais no Mar Vermelho, caso as restrições continuem.
Situação segue sob monitoramento internacional
O cenário permanece em desenvolvimento, com declarações divergentes entre os países. Enquanto os Estados Unidos afirmam que nenhum navio conseguiu romper o bloqueio, o Irã sustenta que mantém parte de suas operações ativas.
A escalada de tensão reforça a preocupação internacional com a estabilidade no Oriente Médio e seus reflexos econômicos.
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Com informações de G1