O Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) encerrou nesta segunda-feira (8) a Operação Corpus Christi 2026 com 56 autuações por condução sob efeito de álcool e 11 prisões por crime de alcoolemia. A fiscalização ocorreu em 45 municípios paraenses e mobilizou mais de 200 agentes ao longo do feriado prolongado.
Segundo o órgão, os casos de prisão ocorreram quando o teste do etilômetro apontou índice igual ou superior a 0,34 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos condutores. Nesses casos, além da multa e da suspensão do direito de dirigir, a legislação prevê pena de detenção de seis meses a três anos.
A Operação Corpus Christi teve como principal foco o combate à combinação de álcool e direção, considerada uma das principais causas de mortes no trânsito brasileiro.
Apesar do número de autuações relacionadas à alcoolemia, a infração mais recorrente registrada durante a operação foi o não uso do capacete por condutores e passageiros de motocicletas.
Ao todo, foram contabilizadas 1.062 autuações por descumprimento da regra. O Detran reforça que o capacete é um equipamento obrigatório e essencial para reduzir o risco de lesões graves e mortes em acidentes de trânsito.
A infração é considerada gravíssima, resultando em multa de R$ 293,47, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e possibilidade de suspensão do direito de dirigir.
O licenciamento vencido apareceu como a segunda irregularidade mais registrada durante a operação, com 658 autuações. Em seguida, ficou a ultrapassagem em faixa contínua amarela, que somou 279 registros.
Os municípios de Marituba, Abaetetuba e Salinópolis concentraram o maior número de ocorrências durante os sete dias de fiscalização.
Ao todo, a Operação Corpus Christi contabilizou 3.657 autos de infração e resultou na remoção de mais de 50 veículos com algum tipo de irregularidade.
De acordo com o coordenador de Operações do Detran, Ivan Feitosa, os números registrados foram inferiores aos observados no mesmo período do ano passado. No entanto, o órgão avalia que ainda é elevado o volume de infrações relacionadas a comportamentos que colocam vidas em risco nas rodovias paraenses.
“São infrações que vêm sendo combatidas pela fiscalização e educação, mas que alguns condutores ainda insistem em não respeitar a orientação dos órgãos de trânsito e que podem comprometer a vida nas rodovias”, destacou Feitosa.