Convivência entre gerações no trabalho depende da gestão das empresas, afirma psicóloga

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Psicóloga Graciete Corrêa, da ABRH-PA, analisa no Biodiversa Podcast os desafios entre Baby Boomers, gerações X, Y e Z no mercado de trabalho

A convivência entre gerações no trabalho tem se tornado um dos principais desafios da cultura corporativa contemporânea. Com profissionais de diferentes faixas etárias dividindo o mesmo ambiente, empresas precisam repensar modelos de liderança, comunicação interna e gestão de equipes.

O tema foi abordado pela psicóloga Graciete Corrêa, da ABRH-PA, durante participação no Biodiversa Podcast. Na entrevista, ela analisou os aprendizados e conflitos que podem surgir entre profissionais Baby Boomers, geração X, geração Y e geração Z no mercado de trabalho.

Conflito entre gerações não é inevitável, diz especialista

Segundo Graciete Corrêa, o chamado conflito entre gerações no ambiente corporativo não deve ser visto como algo automático. Para a psicóloga, a forma como as empresas conduzem suas equipes é determinante para transformar diferenças em aprendizado.

“Se a empresa for inteligente, essa relação é de aprendizado. Quando não há investimento nessas relações, aí sim surge o conflito, porque são gerações diferentes, mas todas buscando viver bem”, afirma.

A especialista destaca que cada geração carrega comportamentos, valores e competências influenciados por diferentes contextos sociais, econômicos e culturais. Por isso, a gestão precisa reconhecer essas particularidades para estimular a colaboração.

Diversidade geracional pode fortalecer empresas

Para Graciete, não existe uma geração melhor que a outra. O diferencial está na capacidade das organizações de integrar perfis distintos e criar ambientes mais produtivos, saudáveis e colaborativos.

“Não existe geração melhor do que outra. Cada uma traz suas competências e, quando aprendem a trabalhar juntas, a performance aumenta significativamente”, explica.

Nesse cenário, a diversidade geracional nas empresas pode se tornar uma vantagem competitiva. A troca entre profissionais mais experientes e jovens talentos contribui para inovação, adaptação, visão estratégica e fortalecimento das relações profissionais.

Geração Z amplia debate sobre saúde mental no trabalho

Durante a entrevista, a psicóloga também ressaltou o papel da geração Z no mercado de trabalho. Segundo ela, os profissionais mais jovens têm contribuído para ampliar discussões sobre saúde mental, propósito e identificação com o ambiente profissional.

“Talvez o grande legado da geração Z seja trazer a pauta da saúde mental e ter coragem de dizer quando não se identifica com determinado ambiente de trabalho”, pontua.

Para Graciete, esse movimento exige que empresas estejam mais atentas à construção de culturas organizacionais claras, coerentes e capazes de acolher diferentes expectativas profissionais.

Liderança é peça-chave na integração entre gerações

A preparação das lideranças é apontada pela psicóloga como um dos principais desafios das organizações. Gestores precisam compreender diferentes perfis comportamentais, mediar conflitos e conduzir equipes com clareza.

“O líder funciona como o maestro de uma orquestra. Ele precisa conhecer os talentos da equipe e conduzir as diferenças de forma harmônica”, conclui.

A entrevista integra um episódio do Biodiversa Podcast, apresentado por Nélia Ruffeil e Poliana Bentes, com discussões sobre desenvolvimento humano, mercado de trabalho e transformação das relações profissionais. O episódio já está disponível no YouTube e nas principais plataformas de streaming.

Confira o episódio

Biodiversa Podcast: https://www.youtube.com/watch?v=SmkM3w6FoZM

Serviço

Ouça o Biodiversa Podcast nas principais plataformas de áudio:

Spotify
Amazon Music
YouTube

Foto: Divulgação

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