Coletivo Marulho lança álbum e estreia festival que fortalece a música alternativa no Pará

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Com shows de quatro bandas, evento será realizado no sábado (28), às 19h, na Ná Figueredo

A cena alternativa paraense ganha um novo ponto de encontro neste mês com a realização da primeira edição da Marulhada, festival que nasce junto com o lançamento do álbum coletivo “Marulho Vol.1” e propõe mais do que uma noite de shows: um movimento construído por artistas independentes que buscam criar seus próprios espaços dentro da música. O evento acontece no próximo sábado (28), a partir das 19h, no Ná Figueredo, em Belém, reunindo as bandas Chorume, Reagents, Os Renascentistas e Venus Vulgaris.

Idealizada pelo Coletivo Marulho, a Marulhada representa o momento em que a articulação entre as bandas deixa o campo das ideias e ganha corpo no palco. A proposta do festival está diretamente ligada à construção de uma cena autoral, com foco em questões sociais, resistência e nas experiências de artistas que atuam à margem do circuito tradicional.

Fundadora do coletivo, Sophia Quasar – vocalista e guitarrista das bandas Chorume e Os Renascentistas – explica que a iniciativa começou a tomar forma ainda em 2024, a partir de encontros  entre os grupos. Segundo ela, o projeto cresceu ao longo dos meses até resultar no lançamento do álbum coletivo. “A ideia formou-se pequena, mas com o passar do tempo foi crescendo, e isso acabou resultando no ‘Marulho Vol.1’. A bandeira principal é dar voz e corpo para a revolta em sentido político, principalmente para quem está sendo deixado de lado”, afirma.

Ela aponta que o evento evidencia a resistência dos artistas, que, mesmo com poucos recursos, buscam viabilizar um encontro entre público e bandas. “A Marulhada é o momento em que o coletivo deixa de ser só uma ideia e passa a existir de verdade, com palco, público e encontro entre as bandas”, diz.

Line-up reúne diferentes vertentes da música alternativa

A curadoria do festival reúne bandas com sonoridades diversas, que transitam entre o shoegaze, punk, metal, blues e rock alternativo. Apesar das diferenças estéticas, os grupos compartilham o interesse pela música autoral e pela construção de uma cena independente.

Segundo Sophia, o que conecta as bandas é a intenção de trilhar caminhos próprios dentro da música. Para o público, a proposta é apresentar um panorama plural da produção alternativa no Pará. “Existe uma cena autoral forte aqui. Muitas vezes as pessoas olham para outras regiões, mas aqui também existe qualidade, identidade e vontade de construir um movimento cultural próprio”, afirma.

Bandas destacam expectativa para estreia do festival

As bandas também preparam apresentações pensadas especialmente para a estreia da Marulhada. Na Chorume, a proposta é expandir a experiência do show ao vivo. “A gente quer levar um show que seja mais do que só tocar as músicas. A ideia é criar um momento mesmo, algo que prenda a galera”, afirma Sophia Quasar. A apresentação contará com participações especiais e novas experimentações sonoras, incluindo a presença de cello em cena.

Já a Venus Vulgaris prepara sua estreia nos palcos dentro do festival. Viquis Miranda destaca que o show foi pensado para criar conexão com o público. “Estamos preparando um primeiro show bem especial, com muita energia, pensado para envolver o público do começo ao fim. Vai ser um momento único, com músicas que já lançamos e outras inéditas”, afirma.

Conheça as bandas:

Chorume

Formada em 2020, em Barcarena, a Chorume surge como um manifesto da juventude local diante da falta de espaços culturais. A banda mistura shoegaze, noise pop e rock alternativo, explorando contrastes entre peso e sensibilidade. Em 2024, lançou o álbum “Direto do Esgoto”, ampliando seu alcance dentro e fora do Brasil.

A formação conta com Sophia Quasar (vocal e guitarra), Ronald Richard (guitarra), Adam Cristian (baixo), Pablo Vasconcellos (bateria) e Kauan Neves (vocal).

Reagents

Atuante desde 2017, a Reagents consolidou sua formação em 2023 e desenvolve uma sonoridade que transita entre shoegaze, metal, punk e rock alternativo. A banda lançou os EPs “FUZZ” (2024) e “Samsara” (2025), marcando uma evolução estética e composicional. Já passou por eventos da cena paraense e segue com novos projetos previstos para 2026.

Integram a banda Lusce (vocais), Matheus Castro (baixo), Leo Nunes (bateria), Ozeias Gomes (synths e guitarra) e Rafael Fiel (guitarra).

Criada em 2017, em Barcarena, a banda trabalha com uma mistura de rock alternativo, indie rock e música brasileira. O grupo lançou, em 2025, o álbum “A banda que não vai entrar pra história”, reunindo composições de diferentes momentos da trajetória. Também integra o Coletivo Marulho e atua na organização de eventos independentes.

Os Renascentistas

A formação é composta por Sophia Quasar (vocal e guitarra), Ian Castro (vocal e baixo), Jucca Braga (vocal), Derick Fredhelm (guitarra) e Pedro Isaac (bateria e vocal).

Venus Vulgaris

Formada em 2023, em Belém, a Venus Vulgaris reúne músicos com formação em música e influências que vão do rock alternativo à música erudita. A banda já lançou faixas autorais como “Estiver”, “Aquilo Que Você Não É” e “Fútil Prazer”, e faz sua estreia nos palcos durante a Marulhada.

O grupo é formado por Renata Ribeiro (vocais), Rafael Fiel (baixo), Caio Leonardo (bateria) e Viquis Miranda (guitarra).

SERVIÇO:

Marulhada – 1ª edição
Data: sábado, 28 de março
Horário: a partir das 19h
Local: Ná Figueredo – Belém
Ingressos: venda antecipada pelas redes sociais do Coletivo Marulho

Fonte: Assessoria

Foto: Fabíola

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