Programação reúne a exposição “Povos Amazônicos não morrem, viram semente” e o show “Dois Rios”, com Luê e Júnior Soares
O Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém, celebra os 84 anos do Banco da Amazônia com uma programação especial dedicada à arte, à memória e à cultura amazônica. Entre os destaques estão a exposição “Povos Amazônicos não morrem, viram semente”, do artista visual rondoniense Rafael Prado, e o show musical “Dois Rios”, com os artistas paraenses Luê e Júnior Soares.
A programação valoriza diferentes olhares de artistas da região sobre a Amazônia, reunindo artes visuais, música, ancestralidade, memória coletiva e criação contemporânea. As atividades reforçam o compromisso do Centro Cultural Banco da Amazônia com a democratização do acesso à cultura e a valorização da produção artística amazônica.
Exposição destaca memória, resistência e povos amazônicos
A partir do dia 10 de julho, o público poderá visitar gratuitamente a exposição “Povos Amazônicos não morrem, viram semente”, com pinturas de Rafael Prado que resgatam histórias de personagens amazônicos ligados à defesa da floresta, dos territórios e dos modos de vida da região.
Com curadoria de Shannon Botelho e produção executiva de Natalia Azevedo, da Abstrata Produções, a mostra propõe uma reflexão sobre memória, resistência e continuidade da vida na Amazônia.
Segundo Shannon Botelho, a exposição parte da ideia de que, na floresta, nada desaparece completamente. Para o curador, as obras de Rafael Prado transformam a presença daqueles que defenderam a Amazônia em imagens de força, continuidade e esperança.
Show “Dois Rios” une Luê e Júnior Soares
Outro destaque da programação é o espetáculo musical “Dois Rios”, com Luê e Júnior Soares, cofundador do Arraial do Pavulagem. O show reúne composições autorais dos dois artistas e promove um encontro entre diferentes gerações da música amazônica.
O projeto nasceu do desejo de levar ao palco uma troca musical mais profunda entre pai e filha, unindo rabeca, violões, acordes, afetos e memórias. Além de Luê e Júnior Soares, o espetáculo conta com participações do mestre Ronaldo Silva, de William Jardim, na guitarra, e Dayvid Campos, na percussão.
Selecionado pelo I Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia 2026/2027, o projeto também terá apresentações em Ananindeua e Bragança, com datas e locais a serem divulgados posteriormente.
Oficina gratuita de frotagem e colagem artística
Como parte da programação da exposição, o artista Rafael Prado realiza, no domingo, dia 12, a oficina gratuita “Coletando Memórias: Workshop de Frotagem e Colagem Artística”, no Centro Cultural Banco da Amazônia.
A atividade apresenta a técnica da frotagem, que consiste em captar relevos e texturas de superfícies por meio da fricção do papel com grafite ou giz de cera. A proposta é estimular novas formas de observar o território e transformar memórias em criação artística.
A oficina oferece 20 vagas para participantes a partir de 15 anos, com materiais disponibilizados pela organização. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail contato@abstrataproducoes.com.br, com cópia para centrocultural@basa.com.br.
Visitação gratuita no Centro Cultural Banco da Amazônia
A exposição “Povos Amazônicos não morrem, viram semente” ficará aberta ao público de 10 de julho a 9 de outubro, no Centro Cultural Banco da Amazônia, localizado na Avenida Presidente Vargas, nº 800, em Belém.
A mostra conta com recursos de acessibilidade. Escolas, universidades, grupos culturais e instituições interessadas também podem agendar visitas mediadas gratuitas pelos e-mails contato@abstrataproducoes.com.br e centrocultural@basa.com.br.
Serviço
Exposição: Povos Amazônicos não morrem, viram semente
Artista: Rafael Prado
Período: 10 de julho a 9 de outubro
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia
Endereço: Av. Presidente Vargas, nº 800, Belém
Visitação: terça a sexta, das 10h às 16h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h
Entrada: gratuita
Outras exposições em cartaz
Além da nova mostra, o Centro Cultural Banco da Amazônia também recebe as exposições gratuitas “Futebol – Exposição Nacional de Humor do Banco da Amazônia” e “Trabalhadores”, de Sebastião Salgado.
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