Boi Marronzinho é reconhecido como Patrimônio Imaterial de Belém

Boi Marronzinho é reconhecido como Patrimônio Imaterial de Belém
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Lei sancionada pelo prefeito Igor Normando oficializa a importância histórica e cultural do grupo, criado na Terra Firme em 1993.

O Boi Marronzinho foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município de Belém. A medida foi estabelecida pela Lei Municipal nº 10.358, sancionada pelo prefeito Igor Normando em 14 de julho de 2026.

A nova legislação consolida a importância do grupo para a preservação e a valorização da cultura popular amazônica. Com o reconhecimento, o Boi Marronzinho passa a integrar oficialmente o conjunto de bens culturais imateriais protegidos e reconhecidos pelo município.

Lei reconhece importância cultural do Boi Marronzinho

De acordo com a legislação, o reconhecimento considera a atuação desenvolvida pelo grupo ao longo de mais de três décadas em defesa das manifestações culturais tradicionais da Amazônia.

A Lei nº 10.358 foi aprovada pela Câmara Municipal de Belém e entrou em vigor na data de sua publicação. A medida reforça o papel do Boi Marronzinho na cultura de Belém, especialmente na manutenção da tradição do boi-bumbá nas áreas periféricas da capital paraense.

Boi Marronzinho surgiu na Terra Firme em 1993

O Boi Marronzinho foi criado em 23 de junho de 1993, no bairro da Terra Firme, em Belém. A manifestação surgiu em um período marcado pelo enfraquecimento das brincadeiras de boi-bumbá na comunidade.

A iniciativa começou de maneira informal, a partir da mobilização de quatro amigos, enquanto o bairro enfrentava expansão urbana e carência de políticas públicas. Com o passar dos anos, a brincadeira popular transformou-se em um movimento sociocultural ligado à identidade e à história da Terra Firme.

Grupo também desenvolve ações sociais na comunidade

Além das apresentações culturais, músicas, toadas e cortejos, o grupo passou a atuar em ações relacionadas à educação, sustentabilidade, segurança alimentar e direito à cidade.

O coletivo reúne músicos, compositores, cantadores, poetas, instrumentistas e outros representantes da produção cultural periférica de Belém. A atuação fez com que o Boi Marronzinho se tornasse também uma plataforma de mobilização e transformação social na Terra Firme.

Reconhecimento fortalece a cultura popular amazônica

O título de Patrimônio Imaterial de Belém representa o reconhecimento público da contribuição do Boi Marronzinho para a identidade cultural da capital paraense.

A oficialização também ajuda a preservar a memória do grupo e fortalece a continuidade das manifestações populares amazônicas transmitidas entre diferentes gerações.

Em 2024, o Boi Marronzinho também foi reconhecido como Pontão de Cultura pelo Ministério da Cultura, passando a integrar a Política Nacional de Cultura Viva.

Foto: Divulgação

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