Belém deve enfrentar verão mais quente com influência do El Niño

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Belém deve registrar um verão amazônico mais quente em 2026, com temperaturas médias podendo chegar a 36 °C e picos ainda mais elevados em alguns períodos. A combinação entre o fenômeno climático El Niño e as ilhas de calor urbanas tende a intensificar a sensação de calor na capital paraense.

O aumento das temperaturas já começa a ser percebido pela população e deve se acentuar ao longo dos próximos meses, acompanhando a redução gradual das chuvas típica do período.

Ilhas de calor agravam sensação térmica nas cidades

As ilhas de calor são formadas principalmente pela grande concentração de asfalto, concreto, poluição do ar e pela baixa cobertura vegetal em áreas urbanas. Esses fatores fazem com que o calor seja absorvido e retido com mais intensidade, elevando as temperaturas nos centros urbanos.

Em Belém, esse efeito se soma ao verão amazônico, potencializando o desconforto térmico e tornando os dias mais quentes ainda mais intensos.

El Niño influencia aumento de temperaturas e seca

De acordo com previsões meteorológicas, a tendência é de elevação mais forte das temperaturas a partir de julho, com maior intensidade prevista para setembro. O período deve ser marcado por calor crescente e diminuição das chuvas.

O El Niño afeta diferentes regiões do Brasil de forma desigual: enquanto no Norte, incluindo o Pará, o fenômeno favorece estiagens e calor mais intenso, no Sul do país pode provocar chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e enxurradas.

Medidas de adaptação ambiental em Belém

Diante desse cenário, o município tem adotado iniciativas voltadas à adaptação climática. Entre elas está a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs), que integram o cultivo de árvores, arbustos e atividades agrícolas em uma mesma área, promovendo recuperação ambiental e produção sustentável.

Também fazem parte das ações a criação de hortas comunitárias e a instalação de jardins de chuva, que ajudam a reduzir impactos das enchentes, melhorar a drenagem urbana e aumentar a resiliência da cidade diante das mudanças climáticas.

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