Amazônia FiDoc entra na reta final com cinema indígena, Mostras Amazônia Legal e Pan-Amazônica e apresentação de projetos nesta segunda-feira (4)
Com mais dois dias de programação gratuita em Belém, festival segue com exibições, masterclass, oficina, workshops e Open Pitch em diferentes espaços da cidade
O público de Belém tem mais dois dias para aproveitar a programação gratuita do 11º Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc, que nesta segunda-feira (4) segue com sessões de cinema, atividades formativas e ações voltadas ao desenvolvimento de projetos. Entre os destaques do dia, as mostras competitivas e paralelas abrem espaço para diferentes recortes da produção audiovisual, incluindo a Mostra Cinema Indígena, que integra a programação da Casa das Artes.
Até o dia 6 de maio, o Amazônia FiDoc segue transformando Belém e também cidades ribeirinhas da região em pontos de encontro e vitrines do cinema contemporâneo, com exibições gratuitas em vários espaços da cidade. Criado em 2009, o festival tem como proposta ampliar a visibilidade das produções realizadas na região amazônica, fortalecer redes de realizadores e democratizar o acesso ao cinema produzido fora dos grandes centros.
A 11ª edição do festival conta com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais, Ministério da Cultura e Governo do Brasil, com apoio cultural do Governo do Estado do Pará, Sesc/Pará, Fórum dos Festivais e Mistika. Parceria: Aliança Francesa Belém, Instituto +Mulheres, FICCI e Apex Brasil. A realização e produção são da Z Filmes e do Instituto Culta da Amazônia.
No Museu da Imagem e do Som (MIS), a programação desta segunda-feira traz a continuidade da Mostra Amazônia Legal, a partir das 18h30, com filmes do Amazonas, Maranhão e Rondônia. A sessão começa com “Dia dos Pais” (AM), curta dirigido por Bernardo Ale Abinader, ambientado em uma Manaus coberta pela fumaça das queimadas, onde pai e filho não conseguem se entender. Em seguida, será exibido “Cata” (MA), de Lucas Sá, documentário sobre o destino dos resíduos sólidos no Brasil e a realidade dos catadores de materiais recicláveis. Fechando a sessão, o longa “Os Avós” (AM), dirigido por Ana Ligia Pimentel, apresenta a rotina de avôs e avós jovens no Amazonas, abordando conflitos geracionais, responsabilidades antecipadas e impactos sociais e familiares.
No Cine Líbero Luxardo, a Mostra Pan-Amazônica segue às 18h30 com “Era Uma Vez nos Andes” (Peru), dirigido por Rómulo Sulca. O longa acompanha a história de Margarita, uma pastora andina que encontra um soldado chileno ferido e decide ajudá-lo, iniciando uma relação atravessada por diferenças culturais, guerra e deslocamento. Às 20h10, será exibido “O Rio dos Espíritos” (Equador, Estados Unidos), dirigido por Sani Montahuano, Boloh Miranda e Nase Lino, sobre um jovem técnico que percorre o território de sua nacionalidade na Amazônia equatoriana a bordo de uma canoa solar, diante da ameaça de uma estrada que pode dividir a comunidade e alterar o território.
Entre as mostras paralelas, a Mostra Cinema Indígena ocupa a programação da Casa das Artes, a partir das 18h30, com filmes do Ceará, Mato Grosso do Sul e Pará. A sessão começa com “Mydzé” (CE), dirigido pelo Memorial Isú-Kariri e pela plataforma Unides contra a colonização: muitos olhos, um só coração, sobre a luta da comunidade indígena Isú-Kariri pela construção de um açude e pelo acesso à água. Em seguida, será exibido “Ava Kuña, Aty Kuña: mulher indígena, mulher política” (MS), de Yvoty Medina, documentário sobre a articulação política de mulheres indígenas Guarani Kaiowá e sua resistência diante do patriarcado, do racismo e dos impactos do capital transnacional em seus territórios. Fechando a sessão, o longa “Mundurukuyü” (PA), dirigido por Beka Munduruku, Aldira Akay e Rilcélia Akay, acompanha a vida na aldeia Sawre Muybu, no Tapajós, em uma narrativa que aproxima cotidiano, ancestralidade e a relação espiritual com a floresta.
A programação desta segunda-feira também inclui atividades formativas na Casa das Artes. Das 9h às 13h, começa a oficina “Como Pensar e Fazer Um Filme de Baixo Orçamento”, ministrada por Cavi Borges, que segue até o dia 6 de maio. À tarde, das 14h30 às 17h30, acontecem os workshops “Produção Audiovisual: do território ao SET”, com Tay Pinheiro, na Sala 1, e “Quanto Posso Ganhar com meu Curta? Estratégias de Distribuição para Curtas-Metragens”, com Rafael Nzinga, na Sala 2. Pela manhã, das 9h30 às 12h30, a Galeria da Casa das Artes recebe a masterclass “O Olhar que vem do Território”, ministrada por Beka Munduruku.
Outro destaque do dia é o Amazônia FiDoc Open Pitch, realizado às 9h30, no Salon Culturel da Aliança Francesa de Belém, como desdobramento do Amazônia FiDoc Lab & Eurodoc. O laboratório integrou a programação do festival como espaço voltado à formação, desenvolvimento e internacionalização de projetos documentais da Pan-Amazônia, em parceria com EURODOC, DOC-MONDE, Globo e FIFAC. Depois de um processo de acompanhamento voltado ao fortalecimento narrativo, estratégico e de apresentação ao mercado, os projetos selecionados farão nesta segunda-feira uma breve apresentação pública diante de players e instituições do setor. Ao todo, 12 projetos foram selecionados para participar da atividade, conduzida por Léonard Cortana, gestor de Programas de Inclusão e Parcerias Estratégicas da EURODOC e coordenador do EURODOC Amazônia-Caribe.
Serviço:
11º Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc
Segunda-feira, 4 de maio
Entrada gratuita
Mostra Amazônia Legal
Local: Museu da Imagem e do Som – MIS
Endereço: avenida Nossa Senhora de Nazaré, 194 – Nazaré
18h30
- “Dia dos Pais” (AM) – 19 min
- “Cata” (MA) – 25 min
- “Os Avós” (AM) – 1h38min
Mostra Pan-Amazônica
Local: Cine Líbero Luxardo
Endereço: avenida Gentil Bittencourt, 650 – Nazaré
18h30
- “Era Uma Vez nos Andes” (Peru) – 1h30min
20h10
- “O Rio dos Espíritos” (Equador, Estados Unidos) – 1h01min
Mostra Cinema Indígena
Local: Casa das Artes
18h30
- “Mydzé” (CE) – 15 min
- “Ava Kuña, Aty Kuña: mulher indígena, mulher política” (MS) – 25 min
- “Mundurukuyü” (PA) – 72 min
Masterclass
“O Olhar que vem do Território”
Ministrante: Beka Munduruku
Horário: 9h30 às 12h30
Local: Galeria – Casa das Artes
Oficina
“Como Pensar e Fazer Um Filme de Baixo Orçamento”
Ministrante: Cavi Borges
Período: 4, 5 e 6 de maio
Horário: 9h às 13h
Local: Casa das Artes – Sala 1
Workshop
“Produção Audiovisual: do território ao SET”
Ministrante: Tay Pinheiro
Período: 4 e 5 de maio
Horário: 14h30 às 17h30
Local: Casa das Artes – Sala 1
Workshop
“Quanto Posso Ganhar com meu Curta? Estratégias de Distribuição para Curtas-Metragens”
Ministrante: Rafael Nzinga
Período: 4 e 5 de maio
Horário: 14h30 às 17h30
Local: Casa das Artes – Sala 2