A arte que emerge do descarte: Rui Marcelo transforma matéria e memória na Amazônia urbana

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Exposição “Das Profundezas da Matéria”, do multiartista Rui Marcelo, convida o público a refletir sobre consumo consciente e transformação de resíduos em arte, com abertura neste sábado (28), em meio à floresta urbana de Belém.

Que tal conhecer uma galeria, um espaço de arte localizado em uma das áreas ecologicamente preservadas da cidade, com ar puro, floresta amazônica, em plena região metropolitana de Belém? Trata-se da exposição “Das Profundezas da Matéria”, mostra experimental do multiartista Rui Marcelo, que tem abertura neste sábado, 28 de março, às 17h, no residencial Bosque Felizcidade. A exposição integra o projeto Arrapotá das Artes, desenvolvido pelos artistas Rui Marcelo e Marcus França. 


Rui Marcelo é artista visual, performer, figurinista, cenógrafo, harmonizador de espaços, entre outras ocupações de quem sempre viveu pela arte no desafio de ocupar espaços e vivências na cena cultural independente da cidade. 


“Meu trabalho começa a partir da matéria abandonada nas ruas e beiras de rios, florestas e praças. São materiais que não vejo como lixo, mas como infinitas possibilidades de consumo consciente, do que entra e sai da casa. Quero abrir leques de possibilidades, de cuidados, de pensar no agora com afeto e no futuro com redução de gases nocivos à atmosfera, na possibilidade da harmonização entre o bem viver e o consumo”, explica Rui Marcelo. 


 Sob a curadoria experimental de Lorenna Saavedra, a exposição é um convite, um mergulho nas profundezas da matéria, nas sensações sintéticas que o artista tenta, com seu olhar universal, harmonizar o lixo e o natural, com reverberações ao que conhecemos como arte expandida. 


Na abertura da exposição, o público vai pode conferir conversa solta, bazar de obras artísticas, performance, sorteio, música e poesia.

Oficinas, ateliê e roda de conversa
Como parte do projeto Arrapotá Artes, serão realizadas nos dias 8, 9 e 10 de abril as oficinas “Re-pete” (com uso de sacolas plásticas) e “Cola, papel e todas as possibilidades” (fazer artístico que vai da bula de remédios a sacolas de grife).  E no dia 22 abril, a galeria abre as portas para o Ateliê da Criação Livre, oportunidade para consertos e acertos de objetos de utilidade em geral, utilizando materiais disponíveis no espaço. Há também a roda de conversa “A Estética do Lixo – A Cultura mobilizando consciências”, nos dias 16 e 17 de abril. O encerramento das atividades paralelas à exposição será no dia 24 de abril, com apresentação de todas as criações elaboradas durante as oficinas e ateliê livre, com artes plásticas, música, poesia e performance. 

Serviço
Abertura da exposição “Nas Profundezas da Matéria”. Neste sábado, às 17h. Local: Galeria Arrapotá das Artes. Residencial Bosque Felizcidade, Rua dos Curiós, 95 – Mangueirão. Contato (91) 98814 9092 (Marcus França)

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