A fobia social, também conhecida como transtorno de ansiedade social, ganhou destaque após o influenciador Felca, nome artístico de Felipe Bressanim Pereira, revelar que recebeu o diagnóstico da condição. Em vídeo publicado nesta terça-feira (20), após mais de um ano afastado do YouTube, ele relatou como o bullying sofrido durante a infância e a adolescência afetou sua saúde mental e dificultou as interações sociais.
O transtorno é caracterizado pelo medo intenso de ser julgado, rejeitado ou constrangido em situações sociais. Entre os sintomas estão palpitações, tremores, suor excessivo, náuseas e dificuldade para conversar com outras pessoas. Em alguns casos, o receio de enfrentar essas situações pode levar ao isolamento.
O que é fobia social?
Também chamada de ansiedade social, a fobia social é um transtorno que provoca medo persistente de situações nas quais a pessoa acredita que será observada ou avaliada pelos outros. Esse receio pode interferir em atividades cotidianas, como falar em público, participar de eventos, conhecer pessoas ou realizar tarefas no trabalho e nos estudos.
Segundo especialistas, experiências negativas recorrentes, como situações de humilhação e bullying, podem prejudicar a autoestima e intensificar o medo de novas rejeições. Para caracterizar o transtorno, porém, os sintomas precisam persistir por meses e provocar prejuízos significativos à rotina.
Como o bullying afetou Felca?
No vídeo publicado no YouTube, Felca contou que sofreu bullying físico e psicológico durante oito anos na época escolar, em Londrina, no Paraná. Segundo o influenciador, as experiências contribuíram para o desenvolvimento de ansiedade intensa e dificuldades para lidar com situações sociais.
Ele também relatou que passou a consumir bebidas alcoólicas para conseguir participar de eventos, palestras e gravações. O comportamento evoluiu para uma dependência, segundo o próprio relato. Em uma ocasião, após beber para realizar uma gravação externa, o influenciador sofreu um acidente e fraturou duas costelas.
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-11), pessoas com ansiedade social apresentam maior risco de desenvolver problemas relacionados ao consumo de substâncias, especialmente o álcool. Embora a bebida possa provocar uma sensação momentânea de alívio da ansiedade, o uso frequente pode favorecer a dependência e agravar os sintomas quando a pessoa está sóbria.
Quais são os sintomas da fobia social?
Os sinais podem variar de uma pessoa para outra, mas incluem manifestações físicas, emocionais e comportamentais. Entre os sintomas mais comuns estão:
- Medo excessivo de ser julgado ou rejeitado;
- Ansiedade intensa antes ou durante situações sociais;
- Palpitações e tremores;
- Suor excessivo e náuseas;
- Dificuldade para conversar ou conhecer pessoas;
- Receio de falar em público;
- Evitação de eventos e situações sociais;
- Tendência ao isolamento.
A presença isolada de algum desses sinais não significa, necessariamente, que a pessoa tenha fobia social. O diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde, considerando a duração dos sintomas e o impacto na vida cotidiana.
Como é feito o tratamento?
A fobia social pode ser tratada com acompanhamento profissional. Uma das abordagens utilizadas é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento associados ao medo e à ansiedade.
O tratamento também pode incluir a exposição gradual às situações temidas, com orientação profissional, e acompanhamento psiquiátrico. Em alguns casos, medicamentos podem ser indicados.
A identificação dos sintomas e a busca por ajuda especializada são importantes para reduzir os impactos do transtorno e melhorar a qualidade de vida.