O ator Leonardo DiCaprio compartilhou nas redes sociais um vídeo de um protesto contra o projeto da mineradora canadense Belo Sun na Volta Grande do Xingu, no Pará. A manifestação ocorreu durante a Climate Week, em Nova York, e reuniu ativistas contrários à instalação da mina de ouro na região.
Na publicação, DiCaprio reproduziu imagens do ato realizado na terça-feira (22), durante o evento “A Call to Action for the Amazon: BELO SUN OUT”. A manifestação foi liderada pela ativista indígena Juma Xipaia, fundadora do Instituto Juma.
Segundo o ator, cientistas e defensores do meio ambiente alertam que um empreendimento dessa dimensão pode provocar impactos sobre o ecossistema e comunidades que vivem na região. O projeto da Belo Sun é planejado para a Volta Grande do Xingu, área que já sofreu impactos relacionados à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Protesto contra a Belo Sun
Durante o ato em Nova York, manifestantes carregaram cartazes com frases como “Don’t let them kill the river” (“Não deixe que matem o rio”) e “A Volta Grande do Xingu resiste”. Também foram exibidas mensagens pedindo a saída da Belo Sun da região.
Juma Xipaia é uma das principais vozes contrárias ao empreendimento. Ela também é protagonista e coprodutora do documentário Yanuni, que tem produção associada a DiCaprio.
O ator mantém há anos uma relação com pautas relacionadas à preservação da Amazônia. Em 2004, ele visitou o Parque Indígena do Xingu e também possui relação com o cacique Raoni Metuktire.
Projeto da mina de ouro
A Belo Sun pretende instalar na Volta Grande do Xingu um projeto de mineração de ouro considerado pela empresa como um dos maiores empreendimentos do setor no Brasil.
A instalação, porém, é alvo de uma disputa judicial. Em fevereiro de 2026, uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) restabeleceu a licença de instalação do empreendimento e permitiu a retomada das atividades previstas no projeto.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir a suspensão da decisão do TRF-1.
A Belo Sun afirma que cumpriu as exigências determinadas pela Justiça, incluindo a elaboração do Estudo do Componente Indígena (ECI) e a realização de consultas às comunidades envolvidas.
Enquanto a discussão segue no STF, a licença de instalação permanece válida.