Polícia Civil concluiu investigação sobre a morte de Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos; profissionais foram responsabilizados após análise de documentos e laudos periciais.
A Polícia Civil do Pará indiciou quatro médicos durante a investigação que apura a morte da empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, após a realização de procedimentos de cirurgia plástica em Belém. O resultado do inquérito foi apresentado nesta sexta-feira (4), na Delegacia-Geral da Polícia Civil.
Giovanna morreu no dia 8 de agosto, um dia depois de passar por uma série de procedimentos estéticos. De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação, o cirurgião plástico André Melo foi indiciado por homicídio culposo majorado e falsidade ideológica. O anestesista César Collyer também foi indiciado por homicídio culposo majorado.
Outros dois profissionais que estavam de plantão no período em que a paciente apresentou piora no quadro de saúde também foram responsabilizados. Marcelo Antony Dantas, plantonista durante a madrugada, foi indiciado por homicídio majorado, enquanto Aline Kzam, que atuava no plantão da manhã, foi indiciada por homicídio sem a majorante, segundo a Polícia Civil.
Após os procedimentos, Giovanna teria apresentado dores intensas e agravamento do quadro clínico. A empresária sofreu paradas cardíacas e chegou a passar por uma cirurgia de emergência, mas não resistiu. O laudo de necropsia apontou choque circulatório irreversível associado a choque hemorrágico e síndrome compartimental abdominal.
A Polícia Civil informou que os indiciamentos foram definidos após a análise dos documentos relativos à assistência prestada à paciente, além do laudo elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML).
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