PF e Receita miram esquema de comércio ilegal de eletrônicos que movimentou R$ 50 milhões no Pará

PF e Receita miram esquema de comércio ilegal de eletrônicos que movimentou R$ 50 milhões no Pará
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Operação cumpriu 11 mandados em Redenção e Palmas contra suspeitos de importar e vender produtos estrangeiros sem recolhimento de impostos

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram uma operação conjunta contra um esquema suspeito de importação irregular e comércio ilegal de eletrônicos com atuação no Pará e no Tocantins. A ação teve como foco empresários e estabelecimentos investigados pela venda de mercadorias estrangeiras sem o pagamento dos tributos exigidos.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal. Oito ordens foram executadas em Redenção, no sul do Pará, e outras três em Palmas, no Tocantins.

As buscas ocorreram em residências de empresários e estabelecimentos comerciais apontados como integrantes da rede investigada.

Produtos teriam entrado no país de forma irregular

Segundo as investigações, os aparelhos eletrônicos importados entravam no Brasil sem passar regularmente pelos procedimentos de fiscalização aduaneira e sem o devido recolhimento dos impostos de importação.

Após a entrada no país, os produtos seriam distribuídos para lojas e outros pontos de venda localizados principalmente no sul do Pará e no Tocantins.

A investigação busca identificar a origem das mercadorias, a estrutura utilizada para distribuição dos equipamentos e os responsáveis pela movimentação financeira ligada ao esquema.

Investigados movimentaram cerca de R$ 50 milhões

Levantamentos realizados pela Polícia Federal e Receita Federal indicam que pessoas físicas e empresas investigadas movimentaram aproximadamente R$ 50 milhões entre 2022 e 2025.

De acordo com a apuração, parte dessa movimentação não possuía documentação contábil e fiscal considerada suficiente para comprovar a origem e o destino dos recursos.

Os dados financeiros são analisados para determinar a participação de cada investigado e dimensionar o possível prejuízo causado pela ausência do recolhimento de tributos.

Suspeitos podem responder por descaminho e associação criminosa

Os investigados poderão responder, conforme o avanço das apurações, por crimes como descaminho, associação criminosa e infrações contra a ordem tributária.

A investigação prossegue para esclarecer a extensão do esquema e identificar outros possíveis envolvidos na importação, distribuição e comercialização irregular dos eletrônicos.

Foto: Divulgação/PF

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