Eleições presidenciais de Remo e Paysandu movimentam os bastidores dos dois principais clubes do futebol paraense. Os atuais presidentes, Antônio Carlos Teixeira, do Remo, e Márcio Tuma, do Paysandu, encerram os respectivos mandatos ao final de 2026 e podem disputar a reeleição.
O cenário esportivo também influencia o ambiente político dos clubes. O Remo disputa a Série A do Campeonato Brasileiro e tem como principal objetivo a permanência na elite nacional. Já o Paysandu, após o rebaixamento na temporada anterior, busca o acesso à Série B. Os dois presidentes cogitam permanecer nos cargos por mais um mandato.
Cenários financeiros diferentes
No Remo, a próxima gestão terá entre os principais desafios o controle das finanças do clube. O patrimônio azulino foi avaliado em mais de R$ 281 milhões em julho, um crescimento superior a R$ 100 milhões em relação ao ano anterior. A chegada à Série A aumentou as receitas, mas também elevou os gastos.
No Paysandu, a situação é mais delicada. O clube atravessa uma crise financeira, com dívidas e ações judiciais movidas por atletas. Segundo a reportagem, o montante de dívidas referente apenas a 2025 chegou a cerca de R$ 15 milhões. O clube também aderiu ao processo de recuperação judicial para enfrentar os compromissos financeiros.
Oposição e desafios para os próximos anos
Politicamente, o Remo apresenta um ambiente considerado mais tranquilo, enquanto o Paysandu deve ter oposição nas eleições. Uma chapa deve disputar o pleito contra Márcio Tuma, mas ainda não há liderança definida. Independentemente de quem assumir os clubes em 2027, centro de treinamento e categorias de base aparecem entre os principais desafios.
Remo e Paysandu ainda estão atrás de clubes de outras regiões em estrutura e formação de jogadores. Nos últimos cinco anos, os dois clubes, juntos, formaram apenas dois atletas que chegaram a oportunidades no futebol brasileiro: Kadu, pelo Remo, e Pedro Henrique, pelo Paysandu.
Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu