Ação de combate à violência contra a mulher mobiliza mais de mil agentes em todas as regiões do estado e reforça a fiscalização de medidas protetivas.
A Operação Escudo Feminino 4, realizada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), registrou 13 prisões e 408 atendimentos a mulheres somente no primeiro dia de atuação, nesta quinta-feira (13).
Das prisões realizadas, 11 ocorreram em flagrante e duas por cumprimento de mandados de prisão. A operação acontece simultaneamente nas 16 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISPs) do Pará e segue nesta sexta-feira (14).
Ao todo, a mobilização reúne 1.014 agentes de segurança, 317 viaturas e 26 motocicletas em ações de prevenção, fiscalização e repressão aos crimes de violência contra a mulher. O lançamento da quarta edição ocorreu no Portal da Amazônia, em Belém.
Operação reforça fiscalização de medidas protetivas
Entre as principais frentes da Operação Escudo Feminino estão a fiscalização do cumprimento de medidas protetivas de urgência, o acompanhamento de mulheres em situação de risco e o atendimento de ocorrências relacionadas à violência doméstica e familiar.
As equipes também atuam no monitoramento eletrônico de agressores, realização de perícias e fiscalização de situações identificadas previamente pelos órgãos de segurança.
Segundo a Segup, o planejamento das ações utiliza o cruzamento de informações sobre denúncias, registros de ocorrências e medidas protetivas já concedidas. A estratégia permite direcionar o efetivo para regiões consideradas prioritárias.
Forças de segurança atuam de forma integrada
A operação reúne diferentes órgãos do sistema de segurança pública do Pará.
A Polícia Militar atua no policiamento ostensivo e nas fiscalizações, enquanto a Polícia Civil participa com equipes especializadas no atendimento às vítimas e com unidades policiais dos municípios envolvidos.
Também fazem parte da mobilização o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Científica do Pará e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
Agressores com tornozeleira eletrônica são monitorados
Outra frente da operação é o acompanhamento de agressores submetidos ao monitoramento eletrônico.
Por meio da Central Integrada de Monitoramento Eletrônico (CIME), as autoridades acompanham pessoas que utilizam tornozeleira eletrônica e possuem restrições judiciais relacionadas às vítimas.
O sistema possibilita a criação de zonas de exclusão ao redor das mulheres protegidas e gera alertas caso o agressor descumpra os limites determinados pela Justiça.
Edições anteriores tiveram mais de 100 prisões
A quarta edição da Operação Escudo Feminino no Pará dá continuidade às três fases realizadas anteriormente.
De acordo com a Segup, as operações anteriores resultaram em mais de 100 prisões e mais de 4,8 mil atendimentos a mulheres.
Na terceira edição, realizada em junho, foram contabilizadas 40 prisões e 1.152 atendimentos.
Durante aquela fase, uma mulher que possuía medida protetiva foi encontrada em situação de cárcere privado em Parauapebas, no sudeste do Pará. A vítima foi localizada durante uma fiscalização preventiva e apresentava sinais de agressão física.
SOS Mulher e canais de denúncia são reforçados
Além das ações em campo, a operação amplia a divulgação da plataforma SOS Mulher, ferramenta destinada ao atendimento de mulheres em situação de risco e integrada ao sistema de emergência da segurança pública.
Casos de emergência podem ser comunicados ao Centro Integrado de Operações (Ciop) pelo telefone 190.
Denúncias anônimas também podem ser feitas pelo Disque-Denúncia 181 e pelo número (91) 3210-0181.
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