O técnico Léo Condé criticou o calendário enfrentado pelo Remo nas últimas semanas após o empate por 2 a 2 com o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro. Para o treinador, a sequência de compromissos e os deslocamentos realizados pelo elenco provocaram um desgaste acima do normal.
Segundo Condé, o Remo entrou em campo seis vezes em um intervalo de apenas 16 dias, período que também foi marcado por viagens para diferentes estados. A equipe enfrentou Corinthians, Mirassol e Santos, além do Atlético-MG, em uma sequência que exigiu mudanças na escalação e controle da minutagem dos jogadores.
“A tabela que foi colocada para a gente foi um absurdo”, afirmou o treinador.
O técnico explicou que a maratona começou com a partida contra o Corinthians, na quinta-feira (30), e terminou diante do Atlético-MG. Entre os compromissos, o elenco precisou viajar para São Paulo, retornar a Belém e depois seguir novamente para outros destinos.
“Começamos um jogo na quinta-feira (30) contra o Corinthians e fechamos hoje seis jogos em um intervalo de 16 dias”, disse Condé.
Desgaste e diferença de elenco
Diante da sequência apertada, o treinador afirmou que precisou distribuir os minutos entre os atletas para diminuir os efeitos do desgaste físico. Condé também destacou a diferença financeira entre o Remo e adversários com elencos mais numerosos.
Para exemplificar, o técnico citou o próprio Atlético-MG, que conseguiu promover mudanças na equipe sem comprometer tanto a qualidade do time.
“Tem uma discrepância muito grande de orçamento. O Atlético hoje conseguiu rodar cinco peças”, avaliou.
Remo volta a campo contra o Internacional
Com o empate diante do Atlético-MG, o Remo chegou aos 22 pontos e deixou a vice-lanterna do Brasileirão. Apesar da melhora na tabela, o time permanece na zona de rebaixamento.
Agora, o Leão Azul terá mais um compromisso fora de casa. Pela 23ª rodada da Série A, a equipe enfrenta o Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre.