Mineração no Pará avança em práticas ESG e ganha destaque internacional

Mineração no Pará avança em práticas ESG e ganha destaque internacional
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Operações da Artemyn em Barcarena e Ipixuna alcançaram 77 pontos na avaliação EcoVadis e permanecem entre as 15% mais bem avaliadas do mundo em sustentabilidade corporativa

As práticas ESG na mineração têm ganhado espaço como indicadores estratégicos para medir o desempenho ambiental, social e de governança das empresas. No Pará, operações do setor mineral vêm ampliando investimentos em sustentabilidade, relacionamento com comunidades e gestão responsável.

A evolução é acompanhada por avaliações independentes, como a EcoVadis, plataforma global que classifica o desempenho das empresas em sustentabilidade corporativa. A metodologia considera critérios relacionados ao meio ambiente, direitos humanos e trabalhistas, ética e compras sustentáveis, além do contexto de atuação de cada companhia.

Mineradora no Pará recebe medalha de prata em avaliação ESG

A Artemyn, mineradora que atua na extração e no beneficiamento de caulim em Barcarena e Ipixuna do Pará, conquistou a medalha de prata na avaliação EcoVadis 2026.

Com 77 pontos, a empresa permanece no grupo das 15% de companhias mais bem avaliadas do mundo em práticas ESG. O resultado representa um avanço na comparação com a primeira participação da mineradora na avaliação, realizada em 2025.

Segundo a companhia, a análise inicial permitiu identificar pontos que precisavam ser aprimorados e levou à criação de novas iniciativas na área de sustentabilidade.

“A nossa participação inicial no ano passado ofereceu informações valiosas sobre áreas que precisavam de melhorias. Consequentemente, estabelecemos nosso Comitê de Melhoria de Sustentabilidade, publicamos nosso primeiro Relatório de Sustentabilidade e elevamos com sucesso nossa pontuação geral no EcoVadis este ano”, afirma Nilesh Shah, CEO da Artemyn.

O executivo acrescenta que o resultado reflete um trabalho integrado realizado pelas operações da companhia.

“Essa conquista é reflexo de um esforço global e coeso, do qual nos orgulhamos imensamente”, destaca.

Projetos sociais somam mais de 8 mil atendimentos

Entre as iniciativas associadas ao desempenho ESG está o Espaço Artemyn, centro de desenvolvimento social mantido pela empresa nos municípios de Barcarena e Ipixuna do Pará.

Entre 2025 e 2026, o projeto realizou mais de 8 mil atendimentos gratuitos destinados aos moradores das comunidades próximas às operações da mineradora.

As atividades incluem reforço escolar, cursos de informática, qualificação profissional, oficinas culturais e ações de cidadania. A proposta é ampliar o acesso à educação e contribuir para a geração de oportunidades nas regiões onde a empresa atua.

Caroço de açaí é utilizado como fonte de energia renovável

Na área ambiental, a mineradora também tem investido em projetos de economia circular. Uma das iniciativas utiliza caroços de açaí como biomassa para abastecer as caldeiras da unidade industrial instalada no Pará.

O projeto substitui parte do consumo de combustíveis convencionais por uma fonte de energia renovável produzida a partir de um resíduo abundante na Amazônia.

A utilização da biomassa contribui para o aproveitamento sustentável de um subproduto da cadeia produtiva do açaí e para a redução das emissões de gases de efeito estufa nas operações industriais.

ESG ganha importância no setor mineral paraense

O resultado alcançado pela Artemyn demonstra como empresas do setor mineral instaladas no Pará estão incorporando critérios mais rigorosos de sustentabilidade à gestão dos negócios.

Em um estado que concentra uma parcela relevante da produção mineral brasileira, ações voltadas à redução dos impactos ambientais, ao desenvolvimento das comunidades e ao fortalecimento da governança ganham importância diante das exigências de investidores, governos, clientes e mercados internacionais.

A adoção de práticas ESG também pode contribuir para ampliar a transparência das operações e fortalecer a relação entre as mineradoras e as populações que vivem nas áreas diretamente influenciadas pelos empreendimentos.

Foto: Divulgação

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