Operação coordenada pelo Iphan e pelo Corpo de Bombeiros avalia as condições estruturais dos imóveis históricos e identifica possíveis riscos à população.
Uma força-tarefa no Centro Histórico de Belém iniciou, nesta terça-feira (21), uma série de vistorias técnicas em 42 casarões da região. A operação é coordenada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará.
O objetivo é verificar as condições estruturais das edificações, identificar riscos de desabamento ou instabilidade e definir as medidas necessárias para garantir a segurança da população e a preservação do patrimônio histórico de Belém.
Operação reúne órgãos municipais e estaduais
Além do Iphan e do Corpo de Bombeiros, participam das inspeções equipes da Defesa Civil Estadual, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (Crea-PA), da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) e da Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel).
A Prefeitura de Belém presta apoio operacional por meio da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) e da Defesa Civil Municipal.
Segundo o secretário municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade, Luciano de Oliveira, a integração entre os órgãos é fundamental para garantir a eficiência e a segurança da operação.
“A Prefeitura de Belém está dando todo o apoio operacional para que os órgãos responsáveis possam realizar as vistorias com segurança e eficiência. Nosso compromisso é colaborar para que esse trabalho aconteça de forma organizada, garantindo mais segurança para quem circula diariamente pelo Centro Histórico e contribuindo para a preservação desse importante patrimônio da cidade”, afirmou.
O que será analisado nos casarões históricos
Durante as vistorias nos casarões de Belém, os técnicos analisam fachadas, coberturas, estruturas internas e outros elementos que possam indicar comprometimento da estabilidade dos imóveis.
As inspeções também devem identificar problemas capazes de provocar desabamentos, desprendimento de partes das construções ou outros riscos para moradores, trabalhadores, comerciantes e visitantes do Centro Histórico de Belém.
Com base nas avaliações, serão elaborados laudos técnicos que poderão orientar notificações, intervenções emergenciais e eventuais interdições. Essas medidas ficarão sob responsabilidade dos órgãos competentes.
Vistorias buscam preservar o patrimônio e evitar acidentes
O coordenador técnico do Iphan, Paulo Henrique Guimarães, explicou que cada imóvel será avaliado individualmente, considerando suas características arquitetônicas e seu estado de conservação.
“Cada imóvel possui características próprias e, por isso, precisa ser analisado individualmente. As vistorias permitirão identificar as intervenções necessárias para garantir a conservação desse patrimônio histórico e, ao mesmo tempo, assegurar a proteção das pessoas que vivem, trabalham e visitam o Centro Histórico de Belém”, destacou.
A iniciativa busca antecipar possíveis problemas estruturais e evitar que situações de risco resultem em acidentes. A atuação conjunta permite que as decisões sejam tomadas a partir de critérios técnicos, conciliando a segurança urbana com a conservação dos imóveis históricos.
Mutirões serão realizados semanalmente
Devido à quantidade de edificações incluídas no levantamento, a força-tarefa terá caráter contínuo. A previsão é que novos mutirões sejam realizados semanalmente até que os 42 imóveis previstos nesta primeira etapa sejam vistoriados.
A Prefeitura de Belém reforçou que sua participação está limitada ao apoio operacional oferecido pela Segbel e pela Defesa Civil Municipal.
A realização das vistorias, a emissão dos laudos, o envio de notificações e a determinação de eventuais interdições são atribuições do Iphan e do Corpo de Bombeiros.
Foto: Ag. Belém