Rafael Prado abre exposição em Belém sobre memórias e defesa da Floresta Amazônica

Rafael Prado abre exposição em Belém sobre memórias e defesa da Floresta Amazônica
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Mostra “Povos Amazônicos Não Morrem, Viram Semente” integra a programação dos 84 anos do Banco da Amazônia e resgata personagens ligados à proteção do bioma

O artista plástico rondoniense Rafael Prado abre, nesta sexta-feira, 10 de julho, em Belém, a exposição “Povos Amazônicos Não Morrem, Viram Semente”, no Centro Cultural Banco da Amazônia, no centro da capital paraense.

A mostra integra as comemorações pelos 84 anos do Banco da Amazônia e propõe uma reflexão sobre memórias, apagamentos e resistência na Floresta Amazônica. Por meio de suas obras, Rafael Prado resgata histórias de personagens amazônicos que dedicaram suas trajetórias à defesa da floresta, dos territórios e dos modos de vida dos povos da região.

Exposição em Belém aborda memória, território e resistência amazônica

A exposição parte da ideia de que, na Amazônia, as histórias de luta e resistência não desaparecem. Ao contrário, permanecem vivas na memória coletiva, nos territórios e nas novas gerações.

Com uma linguagem visual marcada pela força simbólica da floresta, Rafael Prado transforma em imagem a presença de pessoas que atuaram em defesa do bioma amazônico. A mostra reforça a importância de preservar não apenas a natureza, mas também as narrativas, os saberes e os modos de existir dos povos amazônicos.

Curadoria destaca continuidade e esperança na obra de Rafael Prado

A curadoria da exposição é assinada por Shannon Botelho, pesquisador, crítico de arte e professor do Departamento de Artes Visuais do Colégio Pedro II. A produção executiva é de Natalia Azevedo, da Abstrata Produções.

Segundo Shannon Botelho, a exposição nasce de uma ideia potente: na floresta, nada desaparece completamente.

“O trabalho do Rafael nos lembra que aqueles que defenderam a Amazônia seguem presentes em suas histórias, em seus territórios e na memória coletiva. Suas pinturas transformam essas presenças em imagens de força, continuidade e esperança”, afirma o curador.

Mostra foi selecionada em edital do Centro Cultural Banco da Amazônia

A exposição “Povos Amazônicos Não Morrem, Viram Semente” foi um dos projetos selecionados no I Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia 2026/2027.

A iniciativa reforça o papel do espaço cultural na valorização da arte produzida na região e no debate sobre temas fundamentais para a Amazônia, como memória, identidade, território e preservação ambiental.

Com a mostra, o público poderá conhecer uma produção artística que une sensibilidade, crítica social e compromisso com a defesa da Floresta Amazônica.

Foto: Divulgação

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