Arrastão do Pavulagem 2026 encerra quadra junina em Belém

Arrastão do Pavulagem 2026 encerra quadra junina em Belém
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Evento cultural reuniu milhares de pessoas e centenas de brincantes na capital paraense para celebrar a tradição

O 4º Arrastão do Pavulagem 2026 encerrou a quadra junina neste domingo (5) em Belém, reunindo cerca de 35 mil pessoas e 1,2 mil brincantes do Batalhão da Estrela. O tradicional cortejo partiu da Praça da República em direção à Praça Waldemar Henrique, celebrando a cultura paraense.

Crianças, idosos e jovens se divertiram na manhã do evento. O Boizinho Azul recepcionou os convidados Boi Malhadinho, Boi da Banda (de Igarapé-Miri) e Projeto Cidadania Pop Rua. O grupo Sancari de Carimbó e o cantor Felipe Cordeiro também animaram o público, que chegou a 35 mil pessoas.

O cortejo contou com a participação de cerca de 1,2 mil brincantes do Batalhão da Estrela. Entre eles estavam dançarinos, músicos, porta-bandeiras, porta-estandartes e pernaltas, que celebraram a cultura paraense em grande estilo.

Cortejo pelas ruas de Belém

O Arrastão do Pavulagem iniciou às 9h, na Praça da República, com a tradicional Roda Cantada. Durante a concentração do Batalhão da Estrela, brincantes organizaram posições e iniciaram a festa com danças e cantorias.

O cortejo seguiu em direção à Praça Waldemar Henrique a partir das 10h. O trajeto incluiu a movimentada Avenida Presidente Vargas e a Rua Municipalidade, movimentando o centro da capital paraense.

Neste ano, o Arrastão do Pavulagem adotou como tema ‘Bandeira da Guarnição’. A proposta principal é destacar a importância de preservar o conhecimento tradicional da Amazônia. Além disso, o festejo busca valorizar e reconhecer aqueles que mantêm a cultura viva, perpetuando seus saberes.

Júnior Soares, músico e co-fundador do Arraial do Pavulagem, expressou a alegria em ver a interação do público. ‘É maravilhoso ver as pessoas se divertindo, interagindo e curtindo o arrastão juntas’, ressaltou. Ele destacou o bem que a convivência na rua proporciona, ‘saindo do seu isolamento social’.

Soares ainda acrescentou: ‘Proporcionar isso para as pessoas é uma alegria para nós. Isso cura. Trazer a música, a tradição, a cultura popular com todo mundo aqui na rua, celebrando a cultura amazônica, isso é muito bacana para nós’.

Durante o último arrastão, o co-fundador descreveu o sentimento como de ‘felicidade’. ‘Deu tudo certo. Fazer um arrastão desse tamanho nas ruas não é fácil’, disse. Ele concluiu que foi possível ‘construir esse território de cidadania com segurança e tranquilidade’, fechando ‘o nosso período junino com chave de ouro’.

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

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