Pará registra menor número de mortes violentas para o mês de junho em 16 anos, aponta Segup

Pará registra menor número de mortes violentas para o mês de junho em 16 anos, aponta Segup
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O Pará fechou o mês de junho de 2026 com o menor número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) registrado para o período desde o início da série histórica, em 2010. De acordo com balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), foram contabilizados 149 casos no mês, consolidando a tendência de redução da violência letal observada nos últimos anos.

Os dados incluem ocorrências de homicídio, feminicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. Em comparação com junho de 2010, quando foram registrados 301 crimes dessa natureza, a redução foi superior a 50%. Já em relação ao mesmo período de 2018, quando o Estado contabilizou 367 ocorrências, a queda chega a quase 60%.

Segundo a Segup, o resultado é atribuído ao conjunto de ações adotadas pelo Governo do Estado na área da segurança pública, como o fortalecimento das operações integradas entre as forças policiais, ampliação do uso de tecnologias de monitoramento e investimentos em equipamentos e infraestrutura.

Nos últimos anos, o Estado reforçou a aquisição de viaturas, armamentos, embarcações e equipamentos tecnológicos, além da implantação de bases fluviais e da expansão do sistema de videomonitoramento, que atualmente conta com mais de mil câmeras, incluindo dispositivos com reconhecimento facial e leitura automática de placas.

Redução também é observada no primeiro semestre

O levantamento da Segup também mostra queda nos índices acumulados de janeiro a junho. Nos seis primeiros meses de 2026, o Pará registrou 836 Crimes Violentos Letais Intencionais, contra 913 ocorrências no mesmo período do ano passado, o que representa uma redução de 8,43%.

Na comparação com o primeiro semestre de 2018, quando foram registrados 2.153 casos, a diminuição chega a 61,17%. Conforme a secretaria, isso representa 1.317 mortes violentas a menos em relação ao mesmo período daquele ano.

Para a pasta, os resultados refletem a continuidade das políticas de enfrentamento à criminalidade, com atuação integrada das forças de segurança e investimentos em inteligência, monitoramento e valorização dos profissionais da área.

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