Coro Carlos Gomes ganha destaque na ópera contemporânea amazônica “Amazônia Motirô”
Espetáculo integra a programação dos 25 anos do Festival de Ópera do Theatro da Paz e valoriza a cultura amazônica por meio da música, dança e artes visuais
O Coro Carlos Gomes está entre os protagonistas de “Amazônia Motirô”, uma das produções mais aguardadas da programação comemorativa dos 25 anos do Festival de Ópera do Theatro da Paz, em Belém. As apresentações ocorrem nos dias 10 e 11 de junho, às 20h, reunindo artistas paraenses em uma montagem que celebra a identidade regional por meio da arte.
A obra se destaca por apresentar uma proposta de ópera contemporânea amazônica, combinando música, teatro, dança e recursos visuais para criar uma experiência sensorial e coletiva inspirada na riqueza cultural da Amazônia.
Coro Carlos Gomes amplia atuação com expressão cênica e corporal
Nesta nova montagem, os integrantes do Coro Carlos Gomes vão além da interpretação musical. Os coralistas participam ativamente da narrativa por meio da expressão corporal e da atuação cênica, reforçando a proposta interdisciplinar do espetáculo.
O processo de preparação foi conduzido pela diretora cênica e coreógrafa Ana Unger, responsável por desenvolver um trabalho integrado de corpo e voz, ampliando as possibilidades interpretativas dos artistas e fortalecendo a conexão entre música e cena.
A preparação musical do coro ficou sob a responsabilidade de Maria Antonia Jiménez, regente do grupo, enquanto a direção musical da montagem será conduzida pela maestra Laura Mathias Gentile, à frente da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz.
“Amazônia Motirô” reúne artistas paraenses em uma grande criação coletiva
Inspirada no significado da palavra indígena “motirô”, que remete ao trabalho coletivo em benefício comum, a produção reúne um amplo elenco de artistas da região Norte.
Além do Coro Carlos Gomes e da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, participam da montagem a Companhia de Danças Ana Unger, os solistas líricos Idaias Souto e Lyz Nardoto, a atriz e bailarina Érica Keuffer e o tenor Tiago Costa, responsável por dar voz a um texto em Nheengatu, idioma que conduz a narrativa da obra.
A trilha sonora foi composta por Thiago D’Albuquerque, com arranjos orquestrais assinados por Agostinho Fonseca Jr. e arranjos para coro desenvolvidos por Amilcar Pimenta.
Cenografia sustentável valoriza saberes amazônicos
A produção também chama atenção pelo cuidado estético e pelo compromisso com a sustentabilidade. Os cenários virtuais foram criados pela artista visual Roberta Carvalho, enquanto os figurinos levam a assinatura da estilista Jacque Carvalho.
As peças foram desenvolvidas a partir de materiais reciclados e biodegradáveis, incorporando ainda elementos do artesanato indígena. A confecção contou com a participação de artesãs vinculadas a cooperativas locais, fortalecendo o protagonismo feminino e a economia criativa da Amazônia.
Ópera reafirma a força da produção cultural amazônica
Mais do que um espetáculo, “Amazônia Motirô” representa um importante marco para a produção artística da região Norte. A obra evidencia a capacidade da cultura amazônica de ocupar espaços tradicionalmente dedicados ao repertório lírico internacional, apresentando uma criação original desenvolvida por artistas paraenses.
O espetáculo reforça a maturidade da cena cultural da Amazônia e demonstra a força da economia criativa regional, reunindo talentos locais em uma produção de alto nível artístico.
Ao unir música, dança, artes visuais e interpretação cênica, a montagem convida o público a uma imersão na diversidade cultural amazônica em um dos mais importantes palcos do Brasil.
Serviço
Espetáculo: Amazônia Motirô
Evento: 25 anos do Festival de Ópera do Theatro da Paz
Datas: 10 e 11 de junho
Horário: 20h
Local: Theatro da Paz
Ingressos: Bilheteria do teatro e site Ticket Fácil
Foto: Divulgação