Sessão na Câmara de Ananindeua termina em tumulto durante protesto de mães atípicas

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A sessão ordinária da Câmara Municipal de Ananindeua (CMA), realizada na manhã desta terça-feira (2), foi marcada por tumulto, troca de acusações entre vereadores e intervenção da Guarda Municipal. A confusão ocorreu durante um protesto de mães atípicas que cobravam melhorias no atendimento prestado pelo Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) do município.

As manifestantes ocuparam a galeria da Casa Legislativa para denunciar problemas enfrentados por crianças e adolescentes atendidos pela unidade, responsável pelo acompanhamento de pacientes de até 17 anos com transtornos mentais, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo relatos de pessoas que acompanharam a sessão, as mães reclamavam da falta de medicamentos, da demora para consultas especializadas e das dificuldades de acesso aos serviços da rede municipal de saúde.

Bate-boca entre vereadores interrompe sessão

O clima de tensão aumentou durante os debates sobre a situação do CAPSi. De acordo com testemunhas, o vereador Alexandre Silva (PDT) teria saído em defesa das mães após perceber supostas provocações direcionadas às manifestantes por uma mulher que acompanhava a sessão.

Ainda segundo os relatos, o parlamentar pediu que a mulher deixasse o local, o que deu início a uma discussão. Em seguida, o vereador Alexandre Gomes (PSB) entrou no bate-boca e os ânimos se exaltaram dentro do plenário.

Testemunhas afirmam que houve um princípio de confronto físico entre os parlamentares. A situação só foi controlada após a intervenção da Guarda Municipal e de servidores da Câmara.

Diante da confusão, o presidente da Casa precisou suspender temporariamente a sessão.

Acusações aumentaram a tensão

Após deixar o plenário, Alexandre Gomes acusou Alexandre Silva de ter agredido a mulher envolvida na discussão. A acusação elevou ainda mais a repercussão do episódio entre os presentes.

Enquanto o embate entre os vereadores dominava parte dos debates, as mães atípicas continuavam cobrando providências do poder público municipal para melhorar o atendimento oferecido às crianças e adolescentes acompanhados pelo CAPSi.

Muitas manifestantes relataram dificuldades enfrentadas diariamente para garantir consultas, terapias e medicamentos aos filhos. Algumas chegaram a se emocionar ao falar sobre a situação enfrentada pelas famílias.

Mães cobram melhorias no CAPSi

O objetivo do protesto, segundo as participantes, era chamar a atenção das autoridades para os problemas enfrentados pelos usuários da unidade de saúde e cobrar medidas que garantam atendimento adequado às crianças e adolescentes com necessidades especiais.

Durante a sessão, vereadores da oposição manifestaram apoio às reivindicações das famílias. Já parlamentares da base governista afirmaram não ter conhecimento da dimensão dos problemas relatados pelas mães.

A Câmara Municipal de Ananindeua não havia se pronunciado oficialmente sobre o episódio até a publicação desta reportagem.

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