Virginia Fonseca é citada em relatório sobre operações financeiras, diz revista
O nome da influenciadora digital Virginia Fonseca voltou a ganhar repercussão nas redes sociais após uma reportagem da revista Piauí afirmar que movimentações financeiras consideradas atípicas por órgãos de controle estão sendo analisadas pelas autoridades.
Segundo a publicação, relatórios produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram operações envolvendo empresas das quais Virginia é sócia, entre elas a WePink e a Talismã Digital.
De acordo com a reportagem, a apuração teria como objetivo verificar a regularidade das movimentações financeiras, a origem dos recursos movimentados e a eventual existência de crimes financeiros, tributários ou de lavagem de dinheiro. Até o momento, não há informação sobre denúncia ou condenação envolvendo a influenciadora.
Talismã Digital teria movimentado mais de R$ 22 milhões
Ainda segundo a revista, documentos analisados apontam questionamentos relacionados à Talismã Digital, empresa mantida por Virginia e pelo cantor Zé Felipe.
Conforme os dados citados pela publicação, entre março e setembro de 2024, a empresa teria recebido R$ 22,4 milhões, sendo R$ 21,4 milhões por meio de transferências via Pix e R$ 1 milhão por TED.
A reportagem afirma que a maior parte dos recursos teria sido enviada pela empresa AMP Pay Marketing e Negócios. Segundo o Coaf, cinco transferências via Pix teriam somado R$ 17,7 milhões destinados à Talismã Digital, o que levou a questionamentos sobre a compatibilidade das operações com o perfil da empresa remetente.
Relatório também cita movimentações da WePink
A publicação menciona ainda movimentações financeiras envolvendo a WePink Suplementos Nutricionais.
De acordo com os documentos citados pela revista, entre janeiro e março deste ano, a empresa teria registrado R$ 43,6 milhões em créditos e R$ 43,5 milhões em débitos.
Segundo o relatório mencionado pela reportagem, o volume movimentado teria sido considerado incompatível com o faturamento mensal informado pela companhia, o que levou as operações a serem classificadas como atípicas pelos sistemas de monitoramento financeiro.
Até o momento, Virginia Fonseca e as empresas citadas não haviam se pronunciado sobre o conteúdo da reportagem.