Operação Escudo Feminino entra na segunda fase com fiscalização de medidas protetivas em todo o Pará

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Ação contra violência doméstica mobiliza quase 900 agentes de segurança nos dias 18 e 19 de maio

A governadora do Pará, Hana Ghassan, deu início, nesta segunda-feira (18), à segunda fase da operação Escudo Feminino, iniciativa voltada ao combate à violência contra a mulher e à fiscalização de medidas protetivas em todas as regiões do Estado. A ação ocorre nos dias 18 e 19 de maio, com atuação em mais de 80 municípios paraenses.

O lançamento da operação aconteceu no estacionamento do Mangueirão, em Belém, e reuniu representantes das forças de segurança. Segundo o Governo do Pará, a nova etapa integra o plano estratégico estadual de enfrentamento à violência doméstica, uma das prioridades da atual gestão.

Quase 900 agentes participam da operação Escudo Feminino

Ao todo, 894 agentes de segurança pública foram mobilizados para a segunda fase da operação Escudo Feminino no Pará. A força-tarefa reúne equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Polícia Científica e demais órgãos ligados à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Durante os dois dias de ação, as equipes realizam rondas ostensivas, monitoramento, atividades investigativas, averiguação de chamados e visitas para fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas. A operação também reforça o atendimento a ocorrências registradas pelo Centro Integrado de Operações (Ciop), com prioridade para mulheres cadastradas na plataforma SOS Mulher 190.

Fiscalização de medidas protetivas é prioridade

A operação acontece simultaneamente nas 16 Regiões Integradas de Segurança Pública do Pará. Entre as ações previstas estão 170 visitas de proteção para fiscalização de medidas protetivas, 570 averiguações de ocorrências geradas pelo 190 e visitas técnicas a partir de chamadas registradas pela plataforma SOS Mulher.

As chamadas de urgência e emergência feitas pelo 190 terão prioridade de atendimento em tempo real durante toda a operação, especialmente nos casos envolvendo mulheres em situação de risco.

Ação integrada reforça combate à violência contra a mulher

A segunda fase da operação Escudo Feminino também amplia o atendimento nas Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) e fortalece o acompanhamento de mulheres com medidas protetivas vigentes.

A iniciativa conta ainda com o uso de lanchas rosas em Belém e Breves, estratégia voltada a ampliar o atendimento especializado em áreas ribeirinhas e garantir maior alcance às ações de proteção.

De acordo com a gestão estadual, o objetivo é intensificar a presença das forças de segurança, agilizar respostas a ocorrências e reforçar a responsabilização de agressores envolvidos em casos de violência contra a mulher no Pará.

Monitoramento eletrônico e perícias terão reforço

A Secretaria de Administração Penitenciária atuará por meio da Central Integrada de Monitoramento Eletrônico (Cime), com a criação de zonas de exclusão para monitorados envolvidos em casos de violência doméstica. O Grupamento de Busca e Recaptura também participará das ações para localizar foragidos e evadidos do sistema penal.

A Polícia Científica do Pará dará prioridade à realização de exames e perícias relacionados a casos de violência doméstica, tanto na capital quanto no interior. O Corpo de Bombeiros Militar ficará de sobreaviso para atendimento pré-hospitalar, caso seja necessário.

Primeira fase registrou prisões e mais de 2,6 mil atendimentos

A primeira etapa da operação Escudo Feminino, realizada nos dias 16 e 17 de abril, resultou em 23 prisões em flagrante e 2.602 atendimentos a mulheres em todo o Pará. Na ocasião, as equipes também fizeram visitas a mais de mil endereços de mulheres com medidas protetivas, além de acompanhar novas ocorrências registradas durante a ação integrada.

Plataforma SOS Mulher reforça proteção em casos de emergência

A operação também intensifica as orientações sobre a plataforma SOS Mulher: Proteção Sem Palavras, lançada em abril pelo Governo do Pará. A ferramenta permite atendimento mais ágil por meio de integração direta com o número 190.

Com cadastro prévio no site da Segup, a mulher pode ser identificada automaticamente ao acionar o serviço de emergência, mesmo quando não consegue se comunicar verbalmente. A tecnologia permite o monitoramento em tempo real da localização da vítima e o envio imediato das equipes ao local da ocorrência.

Foto: Ag. Pará

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