Governo e Câmara fecham acordo para jornada de 40 horas e fim da escala 6×1

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O governo federal e lideranças da Câmara dos Deputados chegaram a um acordo, nesta quarta-feira (13), para alterar a jornada de trabalho no Brasil. A proposta prevê o fim da escala 6×1, com adoção do modelo 5×2, e a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, sem corte nos salários.

O entendimento foi firmado em reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e integrantes da comissão especial que analisa o tema.

PEC e projeto de lei vão tramitar juntos

Além da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o governo também pretende acelerar a tramitação de um projeto de lei enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A PEC estabelecerá as regras gerais, enquanto o projeto de lei tratará de situações específicas de determinadas categorias profissionais e fará ajustes na legislação trabalhista.

Segundo Hugo Motta, a proposta também reforça a importância das convenções coletivas para que sindicatos e empresas possam negociar particularidades de cada setor.

Votação está prevista para o fim de maio

A comissão especial se comprometeu a votar o parecer do relator, Leo Prates, no dia 27 de maio. Se aprovado, o texto seguirá para votação no plenário da Câmara em 28 de maio e, posteriormente, será analisado pelo Senado Federal.

O governo quer concluir a votação nas duas Casas ainda no primeiro semestre, com aplicação imediata das novas regras e sem período de transição.

Propostas atuais previam jornada de 36 horas

A comissão analisa duas PECs: uma apresentada por Reginaldo Lopes e outra por Erika Hilton. Os textos originais propunham jornada semanal de 36 horas e o fim da escala 6×1.

Com o novo acordo, o texto deve ser ajustado para estabelecer a carga horária de 40 horas semanais.

Brasil pode seguir tendência da América Latina

Se a proposta for aprovada, o Brasil passará a integrar o grupo de países latino-americanos que reduziram a jornada de trabalho nos últimos anos, como México, Colômbia e Chile.

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