Secretário de Defesa dos EUA depõe no Congresso sobre guerra no Irã pela primeira vez

Secretário de Defesa dos EUA depõe no Congresso sobre guerra no Irã pela primeira vez
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Pete Hegseth presta esclarecimentos no Capitólio após dois meses de conflito; sessão também debate orçamento militar recorde

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, compareceu nesta quarta-feira (29) ao Congresso norte-americano para prestar esclarecimentos sobre a guerra no Irã. Esta é a primeira vez que o chefe do Pentágono responde a questionamentos de parlamentares sob juramento desde o início do conflito, que completou dois meses nesta semana.

A audiência ocorre no Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Deputados e também conta com a presença do general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA.

Sessão discute orçamento militar de US$ 1,5 trilhão

Além da guerra no Oriente Médio, o encontro também debate a proposta do governo Donald Trump para elevar os gastos militares dos Estados Unidos a US$ 1,5 trilhão em 2027, o maior patamar da história.

Durante a sessão, a expectativa é que Hegseth e Caine defendam mais investimentos em drones, sistemas antimísseis e navios de guerra, diante do atual cenário internacional.

Democratas pressionam sobre custos e vítimas civis

Parlamentares democratas devem concentrar questionamentos nos impactos financeiros da guerra, na redução de estoques estratégicos de munições e em denúncias envolvendo ataques que atingiram civis no Irã.

Também há preocupação sobre a capacidade de defesa norte-americana diante de ataques com drones iranianos, alguns dos quais conseguiram furar barreiras militares e atingir tropas dos EUA.

Guerra sem aval do Congresso gera críticas

O conflito entre EUA, Israel e Irã teve início em 28 de fevereiro e foi lançado sem autorização formal do Congresso, o que motivou críticas de opositores. Propostas apresentadas por democratas para limitar a atuação militar da Casa Branca não avançaram no Legislativo.

Mesmo entre republicanos, cresce a pressão para que a guerra não se prolongue, especialmente após impactos econômicos causados pela crise no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial.

Hegseth também é cobrado por demissões no Pentágono

Além da guerra, Pete Hegseth enfrenta questionamentos sobre mudanças internas no Pentágono, após a demissão de generais, almirantes e outros altos funcionários da Defesa.

Senadores e deputados republicanos demonstraram preocupação com a troca de lideranças em meio ao conflito, classificando algumas decisões como precipitadas.

Foto: AP Photo/Manuel Balce Ceneta

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