Amazônia FiDoc reúne narrativas da Amazônia Legal e da Pan-Amazônia e fortalece o intercâmbio entre realizadores, público e mercado
Com filmes de diferentes territórios da Pan-Amazônia e da Amazônia Legal, o 11º Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc transforma Belém e também cidades ribeirinhas da região em pontos de encontros e vitrines do cinema contemporâneo entre os dias 28 de abril e 6 de maio. Com exibições gratuitas em vários pontos da cidade, o evento reafirma seu papel como espaço de integração regional, valorização da identidade cultural, debate sobre questões socioambientais e fortalecimento do audiovisual produzido na Amazônia.
A programação reúne obras do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins, e também, além do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Bolívia, Equador, Guiana, Suriname e Guiana Francesa, ampliando o diálogo entre diferentes territórios, culturas, idiomas e formas de narrar a região.
A 11ª edição do festival conta com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais, Ministério da Cultura e Governo do Brasil, com apoio cultural do Governo do Estado do Pará, Sesc-Pará, Fórum dos Festivais e Prefeitura de Belém. A realização e produção são da Z Filmes e do Instituto Culta da Amazônia.
A abertura ocorre na terça-feira, 28 de abril, no Theatro da Paz, a partir das 19h, com cerimônia oficial e sessão especial de abertura com cineastas convidados, apresentação de quarteto de cordas da Orquestra Paraense de Cinema com regência do Maestro Gabriel Silva e exibição do filme-homenagem à Rainha do Carimbó Chamegado, o documentário “Dona Onete: Meu Coração Neste Pedacinho Aqui” (RJ), com direção de Mini Kerti e roteiro de Carolina Albuquerque e Victor Nascimento.
O Amazônia FiDoc não funciona apenas como mostra de filmes. Ao longo de nove dias, o festival promove uma programação que inclui oficinas, mesas de discussão e atividades formativas, além de mostras associadas, como videoclipes, videoarte e o segmento As Amazonas do Cinema, dedicado a obras dirigidas por mulheres dentro da programação oficial. A proposta é ampliar a experiência do público e fortalecer o intercâmbio entre criação, reflexão crítica e formação no campo audiovisual.
Ao todo, mais de 1.200 filmes foram inscritos nesta edição, entre curtas e longas de ficção, documentário e animação. O público poderá acompanhar a programação do festival em seis mostras competitivas, que integram uma agenda mais ampla com três estreias do cinema paraense, a Colômbia como país convidado, a realização do 2º Fórum de Cinema das Amazônias, com 12 painéis, mesas e debates, além de 16 atividades formativas.
Os filmes selecionados concorrem ao Troféu Amazônia FiDoc e a prêmios em dinheiro que somam R$ 30 mil, distribuídos entre as categorias de melhor curta e melhor longa das mostras da Pan-Amazônia e da Amazônia Legal. Os vencedores serão definidos por um júri oficial formado por respeitados profissionais do setor audiovisual. A cerimônia de premiação será realizada no dia 6 de maio, às 19h, no Cine Líbero.
Criado em 2009, o Amazônia FiDoc tem como missão ampliar a visibilidade das produções realizadas na região amazônica, fortalecer redes de realizadores e democratizar o acesso ao cinema produzido fora dos grandes centros. Ao longo de sua trajetória, o festival já reuniu quase 60 mil espectadores, mais de 700 filmes exibidos e cerca de 150 convidados nacionais e internacionais, além de dezenas de oficinas e atividades formativas abertas ao público.
Segundo a cineasta e produtora Zienhe Castro, diretora do festival, o Amazônia FiDoc segue construindo um espaço fundamental para a circulação das narrativas amazônicas no cinema.
“Destacamos o cenário vibrante e diverso de filmes da Amazônia Legal com participação nesta 11ª edição do festival. Também constatamos o aumento significativo na produção da região Norte do Brasil: a força e pujança dessa nova produção contemporânea do cinema brasileiro amazônida”, afirma. “Temos uma cinematografia que cresce a cada ano e que também traz temas relevantes, principalmente nos filmes documentais; e também inovação na linguagem, tanto da ficção como no documentário”, complementa.
A curadoria do festival reúne nomes de diferentes áreas do audiovisual e da crítica. Nas mostras competitivas de longas e curtas, participam Danielle Bertolini, Diego Bauer, Marco Moreira, Caio Pimenta, Arthur Gadelha e Ana Vidigal. Já a curadoria da mostra As Amazonas do Cinema é assinada por Débora McDowell e Flavia Guerra. Na área de Videoclipe e Videoarte, estão Manoel Leite, Zienhe Castro, Monique Sobral, Moana Mendes e Roberta Carvalho. O festival também conta com curadorias específicas de mostras temáticas, como Priscila Tapajowara, na Mostra Indígena, e Tayana Pinheiro, na Mostra de Cinema Negro.
O júri do Amazônia FiDoc reúne nomes de diferentes perfis e trajetórias no audiovisual, como Keyla Sobral, Thiago Pelaes, Manoel Leite, Flávia Guerra, David Montenegro, Leonard Cortana, Simone Zucolotto, Eva Pereira, Felipe Pamplona, Fernanda Thurann, César Nogueira, Carol Quintanilha, Alex Damasceno, Rosélis Câmara, Willian Hinestrosa, Angela Gomes, Ana Paula, Cavi Borges, Tayana Pinheiro, Agarb Braga e Ariadne Mazzetti.
Festival reúne produções da Amazônia em ampla agenda de exibições e mostras competitivas
A partir do dia 29 de abril, a programação se espalha por espaços como Cine Líbero Luxardo, Sesc Ver-o-Peso, Casa Sesi, Aliança Francesa de Belém, Museu da Imagem e do Som (MIS) e Casa das Artes, descentralizando as exibições e ampliando o acesso do público ao festival.
A Mostra Amazônia Legal, realizada no Sesc Ver-o-Peso, tem início na quarta-feira (29/04), com a exibição de “Xingu, Nosso Rio Sagrado” (PA), às 18h30, seguida de “Concerto de Quintal” (RO), às 20h. Na quinta-feira (30/04), a partir das 18h30, a programação reúne curtas como “Divino: Sua Alma, Sua Lente” (MT), “Entre as Nuvens” (RR) e “Praça Amazonas” (PA), além do longa “A Mulher Sem Chão” (PA). No dia 5 de maio, entram em cartaz “Mucura” (RO), “Cordel da Marujada” (PA) e o longa “Terra Devastada” (MA), também a partir das 18h30.
A mostra segue no MIS, no dia 3 de maio, às 17h, com títulos como “Noke Koi – A Festa de um Povo Verdadeiro” (AC) e “Sukande Kasáká – Terra Doente” (MT), além das produções paraenses “Umassuma – Lascas de Memória” e “Visagens e Visões”. A sessão inclui ainda “A Ascensão da Cigarra” (RO) e o longa “Como Matar um Rio” (RO). No dia 4, a programação apresenta “Dia dos Pais” (AM), “Cata” (MA) e o longa “Os Avós” (AM), com início às 18h30.
A Mostra Pan-Amazônica começa em 29 de abril, na Casa das Artes, com “Amora” (SP), às 17h30. No dia 30, no Cine Líbero Luxardo, às 18h30, serão exibidos “Boiuna” (PA), “Cais” (BA) e o documentário “Dona Onete: Meu Coração Nesse Pedacinho Aqui” (RJ), às 20h. No dia 1º de maio, a programação reúne curtas como “Não São Águas Passadas” (PA), “Samba Infinito” (RJ) e “Como Nasce Um Rio” (BA), além de “Agrotóxicos Sem Fronteira: Um Dilema Global” (DF), com início às 18h30, e o longa “Honestino” (AM), às 20h.
No dia 2 de maio, a mostra apresenta “Você Lembra” (MG) e “Glória e Liberdade” (CE), com início às 16h30, além dos curtas “Arame Farpado” (SP), “Quanto Vale o Azul?” (RJ) e “Quilombo – Grileiros de Antinha de Baixo” (GO), às 18h30, encerrando com “Nimuendajú” (MG), às 20h. No dia 3, filmes internacionais como “Feridas de Asfalto” (Equador), “Morichales” (Colômbia), às 16h30, “Sara” (Peru) e “Varado” (Guiana Francesa), às 18h30, compõem a programação. No dia 4, retornam “Dona Onete: Meu Coração Nesse Pedacinho Aqui” (RJ), com início às 16h40, seguido de “Era Uma Vez nos Andes” (Peru), às 18h30, e “O Rio dos Espíritos” (Equador/EUA), às 20h10. A mostra encerra no dia 5 com “Shiringa, Genocídio e Resistência na Amazônia” (Peru), às 18h30, e “Kueka, Memória Ancestral” (Venezuela), às 20h10.
Outro destaque é a Mostra As Amazonas do Cinema, realizada na Casa das Artes, que inicia no dia 30 de abril com curtas como “Quem Quer?” (PA), “Maira Porongyta – O Aviso dos Céus” (RJ), “Tapando Buracos” (AL) e “Madre” (GO), com início às 18h30, além de “Cabeça, Ombro, Joelho e Pé” (SP), “Áudios de Casa” (SP) e o longa “A Vida Secreta dos Meus Três Homens” (CE), às 20h. No dia 1º de maio, a programação segue com “A Pele do Ouro” (RR), “Beira” (RO), “Ambivalência” (RJ) e “Rami Rami Kirami” (AC), às 18h30, e o longa “Mama” (Equador), às 20h.
No dia 2 de maio, entram em cartaz “Todavía Baila” (AM), “Replikka” (SP), “Da Janela” (MG) e o longa “Desejo de Viver (Mutatis Mutandis)” (SP), com início às 16h, seguido de “Quatro Luas Pantaneiras” (MS), às 18h30. A noite se encerra com a cerimônia de premiação e a exibição dos curtas “Americana”, de Agarb Braga, e “Taru Andé”, de Amaru.
A Mostra Acessibilidade, também na Casa das Artes, será no domingo, dia 3 de maio, a partir das 18h, e reúne obras com recursos como Libras e audiodescrição, incluindo longas como “Honestino” e “Cais”, além de curtas como “Beira”, “A Ascensão da Cigarra” e “Umassuma”. Além disso, durante a programação normal, várias obras serão exibidas com legendas descritivas (essa acessebilidade será informada na programação com um ícone :):
Entre as mostras paralelas, a Mostra Cinema Indígena, no dia 4 de maio, na Casa das Artes, apresenta, a partir das 18h30, “Mydzé” (CE), “Ava Kuña, Aty Kuña: mulher indígena, mulher política” (MS) e “Mundurukuyü” (PA). Já a Mostra Cinema Negro, no dia 5, no mesmo horário, exibe “Carrinho de Rolimã: uma aventura em alta velocidade” (PA), “Te Vejo na Saída do Boi” (AM), “Sonhos de Rio” (PA) e “Ginga Reggae” (MA).
Voltada para todas as idades, a Mostra Curumim acontece no dia 2 de maio, no Sesc Ver-o-Peso, às 15h, “O Coração da Boiuna” (PA), “Bici” (PA) e “Tainá e os Guardiões da Amazônia – Em Busca da Flecha Azul” (RJ). No dia 3, na Casa das Artes, no mesmo horário, a programação inclui “Umassuma, Lascas de Memória” (PA) e o longa “O Diário de Pilar na Amazônia” (RJ).
A Mostra de Cinema Colombiano, no dia 30 de abril, apresenta no MIS, com início às 19h, o curta “Os Vaga-lumes Dançam” e o longa “Alma do Deserto”. Já no dia 1º de maio, no mesmo horário “Lanawaru” e “Andarriega”.
Além das mostras, o festival promove sessões especiais, como a exibição em work in progress de “Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo Coração de João Batista”, dirigido por Roger Elarrat, no dia 29 de abril, às 19h, na Casa das Artes. No dia 3 de maio, a partir das 16h, no MIS, acontecem as pré-estreias de “Belém Cidade Sound System”, de Felipe Pamplona, e “Tó Teixeira… Cotidiano e Memória”, de Chico Carneiro e Januário Guedes.
A Mostra Competitiva Primeiro Olhar – Rios das Memórias será realizada no dia 30 de abril, das 10h às 12h, no Cine Líbero, e nasce da 4ª edição do Curta Escolas, promovida entre 16 de março e 4 de abril de 2026 no arquipélago do Marajó. Integrando a programação do 11º Amazônia FiDoc, a iniciativa levou formação audiovisual e cinema itinerante aos municípios de Cachoeira do Arari, Soure e à vila de Joanes, em Salvaterra, com oficinas, produção de curtas e exibições gratuitas. A mostra reúne seis curtas-metragens produzidos por estudantes — três da Escola Bosque, em Belém, e três de escolas do Marajó —, resultado direto do processo formativo. Com o eixo curatorial “Rios das Memórias”, a sessão propõe um olhar sobre o território amazônico a partir dos rios como espaços de circulação de histórias, identidades e afetos.
Atividades formativas ampliam o diálogo entre criação, mercado e qualificação profissional
Paralelamente à programação de exibições, o Amazônia FiDoc mantém uma intensa agenda de formação e mercado, com oficinas, workshops, masterclasses, mentorias e clínicas especializadas. As inscrições estão disponíveis pelo link da bio das redes sociais do festival, em @amazoniafidoc.
Entre os destaques está a oficina “Inteligência Artificial no audiovisual: processos criativos e produção na prática”, ministrada por Bruno Ottati, de 29 de abril a 3 de maio, das 9h às 13h, no Sesc Ver-o-Peso – Sala 1, com 25 vagas. A atividade apresenta, de forma prática, como ferramentas de inteligência artificial podem ser incorporadas ao processo audiovisual, da construção de referências à edição final, explorando criação de imagens, personagens, cenários, sequências e geração de vídeo com foco em linguagem e narrativa.
Voltada a atores profissionais e estudantes, a oficina “Desenvolvimento artístico para atuação no audiovisual – Expandindo Territórios”, com Roumer Canhães, acontece de 1 a 5 de maio, das 14h30 às 17h30, na Casa das Artes – Sala Espelho, com 15 vagas. A proposta é aprofundar o trabalho de atuação diante da câmera, com ênfase em organicidade, presença, análise de texto e diferenças de linguagem entre cinema, TV e mídias digitais.
Na área de produção e financiamento, a oficina “Coprodução Audiovisual Regional”, com Danielle Bertolini, será realizada de 2 a 5 de maio, das 9h30 às 12h30, na Casa das Artes – Sala 2, com 25 vagas. A atividade aborda ferramentas práticas para estruturar parcerias, viabilizar projetos e compreender oportunidades de descentralização de recursos e arranjos regionais no audiovisual brasileiro.
Também integra a programação a oficina “Como pensar e fazer um filme de baixo orçamento”, com Cavi Borges, de 4 a 6 de maio, das 9h às 13h, na Casa das Artes – Sala 1, com 30 vagas. A proposta é discutir caminhos alternativos para pensar, produzir, distribuir e exibir filmes com baixo orçamento e alta criatividade, a partir da experiência de mais de 350 obras produzidas e distribuídas pelo realizador.
Na interface entre cinema e transformação social, a oficina “Oficina de Distribuição de Impacto: Quando o cinema vira ação. Desenhando campanhas de impacto na prática”, com Rodrigo Díaz Díaz, do Instituto Taturana, ocorre de 30 de abril a 3 de maio, das 9h às 13h, na Casa das Artes – Sala 1, com 25 vagas. A atividade propõe um mergulho prático na criação de campanhas de impacto, conectando filmes, territórios, públicos e estratégias de mobilização social.
A programação inclui ainda o workshop “Produção audiovisual: do território ao set”, com Tay Pinheiro, nos dias 4 e 5 de maio, das 14h30 às 17h30, na Casa das Artes – Sala 1, com 25 vagas. O encontro discute produção executiva fora do eixo, estrutura do setor, fomento, direitos autorais e ferramentas de tomada de decisão, articulando reflexão política e prática profissional.
Para quem deseja ampliar a circulação de seus filmes, o workshop “Quanto posso ganhar com meu curta? Estratégias de Distribuição para Curtas-Metragens”, com Rafael Nzinga, acontece nos dias 4 e 5 de maio, das 14h30 às 17h30, na Casa das Artes – Sala 2, com 25 vagas. O conteúdo aborda pré-produção, marketing, festivais, negociação com plataformas, comercialização e gestão de distribuição, com foco especial em curtas produzidos na Amazônia.
A fotografia também ganha espaço com o workshop “Direção de Fotografia na Amazônia: linguagem visual, território e prática real”, ministrado por Thiago Pelaes, das 9h30 às 12h30, no Auditório Sesc Ver-o-Peso, com 25 vagas. A atividade apresenta fundamentos da direção de fotografia aplicados às condições reais de produção na Amazônia, articulando linguagem visual, território e construção estética.
Já o workshop “Pequenas Equipes – Fotografia e direção sob o mesmo olhar”, com Carol Quintanilha, será realizado de 1 a 2 de maio, das 14h30 às 17h30, na Casa das Artes – Sala 2, com 25 vagas. A proposta é refletir sobre processos criativos e decisões de produção em equipes reduzidas, especialmente em contextos documentais e de filmagem em campo.
A experimentação com novas tecnologias aparece no workshop “Iniciação à Realidade Virtual — Criação de Vídeo 360°”, com Roberta Carvalho, no dia 29 de abril, das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30, na Casa Sesi, com 10 vagas. Voltada para iniciantes, a atividade percorre fundamentos da realidade virtual, sistemas imersivos e prática orientada de criação de vídeo 360°, incluindo mostra do projeto Amazônia Mapping. Haverá seleção entre os inscritos.
Como atividade paralela da Mostra As Amazonas do Cinema, o festival realiza o workshop “Coprodução na prática: desvendando a internacionalização de projetos”, de 30 de abril a 1º de maio, das 9h30 às 12h30, na Casa Sesi, com 20 vagas. Voltado a mulheres em sua diversidade, o encontro apresenta possibilidades e vantagens da coprodução internacional, além de procedimentos junto à Ancine, acordos bilaterais e estratégias de acesso a novos mercados. Participam Myriam Assis, Raquel Lemos e Débora Ivanov.
Também como atividade paralela da Mostra As Amazonas do Cinema, o workshop “Como preparar seu projeto para o mercado internacional?” acontece de 1 a 2 de maio, das 14h30 às 17h30, na Casa Sesi, com 20 vagas. A atividade foi criada para apoiar talentos do audiovisual interessados em ampliar o alcance de seus projetos e se preparar para editais, mercados, laboratórios e oportunidades de negócios no Brasil e no exterior. Participam Eliane Ferreira e Jorane Castro. O público-alvo é composto por mulheres em sua diversidade.
Fechando esse eixo, as Mentorias de Negócios e Clínicas Jurídicas serão realizadas no dia 30 de abril, das 9h30 às 12h30, na Casa Sesi – Sala do Júri, com atendimento a seis projetos, em sessões de 25 minutos por mentoria. A iniciativa oferece orientação especializada a projetos selecionados previamente, abordando aspectos criativos, legais, comerciais e de coprodução internacional. Participam Débora Ivanov, Eliane Ferreira, Jorane Castro, Myriam Assis e Raquel Lemos.
FiDoc-Euroc Lab amplia foco do festival em formação e internacionalização de projetos documentais
Dentro da programação da 11ª edição do Amazônia FiDoc, Belém também recebe o FiDoc-Euroc Lab, que será realizado na Aliança Francesa, entre os dias 29 de abril e 3 de maio, como um espaço voltado à formação, desenvolvimento e internacionalização de projetos documentais da Pan-Amazônia. A iniciativa reforça o festival como plataforma não apenas de exibição, mas também de qualificação e inserção de obras e realizadores amazônicos em circuitos mais amplos do mercado audiovisual.
Durante o laboratório, os projetos selecionados irão aprofundar suas narrativas, estratégias e preparação para o mercado, em diálogo com profissionais e players do cenário audiovisual. A proposta é fortalecer o desenvolvimento criativo e estrutural dessas obras, ampliando suas possibilidades de circulação, coprodução e projeção internacional.
No dia 4 de maio, os participantes farão uma breve apresentação de seus projetos, em um momento voltado à troca, visibilidade e articulação com representantes do setor. A condução do laboratório será de Léonard Cortana, gestor de Programas de Inclusão e Parcerias Estratégicas da EURODOC, coordenador do EURODOC Amazônia-Caribe, produtor de impacto e responsável pelo apoio aos projetos selecionados rumo ao Open Pitch.
Doze projetos foram selecionados para participar da atividade, que contará ainda com a presença de players como EURODOC, DOC-MONDE, Globo e FIFAC, ampliando a interlocução dos participantes com instituições e agentes relevantes do audiovisual. As inscrições para o laboratório foram encerradas no último dia 14 de abril.
Sobre a Petrobras
A Petrobras é uma das principais empresas do país. Atua de forma integrada e especializada na indústria de óleo, gás natural e energia. A Cultura é também uma energia na qual a companhia investe, patrocinando há mais de 40 anos projetos que contribuem para a cultura brasileira e se fazem presentes em todos os Estados brasileiros.
Sobre a ZFilmes
Fundada em 1988, em Belém, desde 2004 dedica-se ao desenvolvimento de projetos audiovisuais. A principal atuação está na produção independente e autoral de curtas, médias e longas-metragens com temáticas voltadas à discussão e debate das problemáticas e as potencialidades da região Amazônica, foco principal da produtora. Realiza documentários, ficções, publicidades e oficinas de audiovisual. É a produtora oficial do Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia Fidoc, que propõe o intercâmbio e o diálogo das diversas “Amazônias” por meio da produção cinematográfica dos nove países que integram o território Pan-amazônico. Já produziu e co-produziu diversos formatos de curtas, médias e longas-metragens nacionais e internacionais. Dentre suas produções originais, estão o curta documental “Ervas e saberes da floresta” (2010/2012), premiado em Edital da Petrobras; o curta de ficção “Promessa em azul e branco” (2012/2013), premiado em Edital do MinC; o curta de ficção “O homem do Central Hotel” (2020), premiado em edital Carmen Santos/Minc e Prêmio de Melhor curta ficção no Festival Festin 3 en 1 em Lisboa – Portugal; o longa documentário e animação “Simplesmente Eneida”, que chega aos cinemas em 2026; e “Amazônia Ancestral”, série documental de oito episódios, que será lançada em 2026 pelo Canal CURTA!
Serviço:
11º Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc
Quando: de 29 de abril a 6 de maio
Abertura: 28 de abril, às 18h30, no Teatro da Paz
Locais: Cine Líbero Luxardo, Sesc Ver-o-Peso, Casa Sesi, Aliança Francesa de Belém, Museu da Imagem e do Som (MIS) e Casa das Artes
Entrada: gratuita
Inscrições para atividades formativas: link na bio de @amazoniafidoc
Realização e produção: Z Filmes e Instituto Culta da Amazônia.
Síntese em números
136 filmes
6 mostras competitivas
5 mostras especiais (Infantil, Cinema Indígena, Cinema Negro, Retrospectiva Amazônia FiDoc, Especial Colômbia)
12 mesas de debate
16 atividades formativas
Foto: Divulgação