Monique Medeiros se entrega e volta à prisão por caso Henry

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Monique Medeiros da Costa e Silva, ré no processo pela morte do filho Henry Borel, se apresentou à polícia nesta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro. A reapresentação ocorreu após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o retorno dela à prisão preventiva.

Ela compareceu à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense, e foi encaminhada ao sistema prisional. Inicialmente, passou por procedimentos legais, como exame de corpo de delito e audiência de custódia, antes de ser levada novamente à Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó.

Decisão do STF reverte soltura

Monique havia deixado a prisão no fim de março, após decisão judicial que considerou o adiamento do julgamento como fator prejudicial à ré. Na ocasião, o processo foi remarcado depois que advogados de outro acusado deixaram a sessão.

Com a nova análise, o ministro Gilmar Mendes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou o restabelecimento da prisão preventiva. A solicitação teve como base questionamentos apresentados pela acusação.

Relembre o caso Henry Borel

O caso teve início em março de 2021, quando Henry Borel, então com 4 anos, foi levado a um hospital já sem vida. A versão inicial apontava para um acidente doméstico, mas exames periciais indicaram múltiplas lesões provocadas por agressões.

As investigações da Polícia Civil concluíram que o menino era vítima de violência contínua. O padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, responde por homicídio qualificado. Monique também é ré, acusada de homicídio e omissão de socorro.

Defesa busca reverter decisão

A defesa de Monique informou que a cliente se apresentou em cumprimento à decisão judicial e que já protocolou recursos no STF. Entre os argumentos, estão alegações relacionadas à segurança da ré no sistema prisional.

Os advogados também pretendem solicitar a reavaliação da decisão pelo colegiado do Supremo e não descartam levar o caso a instâncias internacionais.

O julgamento do caso está previsto para ocorrer no dia 25 de maio.

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