Um depósito utilizado pela marca WePink foi interditado na última sexta-feira (17), em Anápolis, na região central de Goiás, após fiscalização da Vigilância Sanitária identificar irregularidades no funcionamento do local.
De acordo com a prefeitura, o espaço era utilizado para armazenamento e distribuição de cosméticos, produtos de higiene pessoal e suplementos alimentares ligados à empresa associada à influenciadora Virginia Fonseca.
Veja o que motivou a interdição
Segundo a fiscalização, o imóvel não possuía documentação obrigatória para funcionamento. Entre as irregularidades apontadas estão:
- Ausência de alvará de funcionamento;
- Falta de alvará sanitário;
- Inexistência de certificado do Corpo de Bombeiros;
- Falta de autorização da Anvisa (AFE);
- Ausência de sistema de combate a incêndio.
Além da documentação, os fiscais também encontraram problemas estruturais, como sujeira, poeira, mofo nas paredes e condições inadequadas de armazenamento.
Segundo a Vigilância Sanitária, as condições identificadas no local podem afetar a qualidade dos produtos destinados ao consumidor final. “O espaço estava funcionando sem a documentação exigida e apresentava problemas como paredes com mofo, temperatura inadequada e sinais de armazenamento irregular”, informou a prefeitura.
No momento da inspeção, não havia responsável técnico ou legal no local.
Empresa diz que operação é de terceirizada
Em nota, a WePink informou que o centro de distribuição interditado é operado pela empresa TP Distribuições, responsável pela gestão do espaço. A marca afirmou ainda que o local é utilizado apenas para armazenamento e envio de mercadorias, sem realização de fabricação, que ocorre em indústrias terceirizadas com licenças próprias.
Segundo a empresa, a interdição teve caráter cautelar e está relacionada a adequações estruturais já previstas em projeto. A nota também destaca que não houve aplicação de multas durante a fiscalização.
A operação teve apoio da Polícia Militar e da Divisão de Posturas do município, dentro de um programa de fiscalização local. O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), acompanhou a ação e classificou o ambiente como inadequado para a atividade.
Um processo administrativo foi aberto, e os responsáveis devem apresentar defesa dentro do prazo legal.