Dono da Choquei é mantido em cela isolada após operação da Polícia Federal

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Influenciador é investigado por suposta ligação com esquema de lavagem de dinheiro e grupo associado a MC Ryan SP

O influenciador Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, conhecido por criar a página Choquei, permanece em cela isolada na Superintendência da Polícia Federal em Goiânia após ser preso durante a Operação Narco Fluxo. A ação investiga um amplo esquema de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras ilegais que podem ultrapassar R$ 1,6 bilhão.

A prisão ocorreu na última quarta-feira (15), em um condomínio de alto padrão na capital goiana. Segundo a Polícia Federal, o influenciador teria atuado como “operador de mídia” de uma organização criminosa, sendo responsável por divulgar conteúdos estratégicos e auxiliar na gestão de crises envolvendo a imagem do grupo.


Ligação com grupo investigado e papel na organização

De acordo com as investigações, Raphael Oliveira integraria uma estrutura ligada ao funkeiro Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, apontado como principal beneficiário econômico do esquema. A PF apura a participação de influenciadores digitais como peça-chave para ampliar o alcance das atividades ilícitas.

Ainda conforme os investigadores, o criador da Choquei teria recebido cerca de R$ 370 mil por serviços de publicidade relacionados ao grupo. Desse total, aproximadamente R$ 270 mil teriam sido movimentados entre 2024 e 2025, enquanto outros R$ 100 mil teriam origem em transferências de terceiros ainda não identificados.


Esquema investigado envolve apostas ilegais e criptomoedas

A Operação Narco Fluxo investiga um sistema complexo de lavagem de dinheiro em larga escala, que inclui o uso de apostas ilegais, rifas digitais, empresas de fachada e contas de terceiros, além de transações com criptomoedas para dificultar o rastreamento dos valores.

Segundo decisão judicial, a organização seria estruturada com diferentes níveis de atuação, incluindo operadores financeiros, intermediários e influenciadores digitais, que teriam papel estratégico na divulgação e sustentação das atividades ilícitas.


Investigações avançaram com análise de dados digitais

As apurações são desdobramento de outras ações da Polícia Federal e ganharam força após a análise de dados extraídos de dispositivos digitais, incluindo informações armazenadas em nuvem de um contador ligado ao grupo investigado.

A partir desse material, a PF conseguiu mapear parte da estrutura financeira e identificar possíveis conexões entre os envolvidos, ampliando o alcance da investigação sobre o esquema de crimes financeiros e lavagem de dinheiro no Brasil.

Foto: Reprodução/ Instagram

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