O longa-metragem “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul” foi selecionado para a 79ª edição do Festival de Cannes, um dos mais importantes do cinema mundial. A produção conta com trilha sonora do músico paraense Léo Chermont e integra a seleção competitiva da Semana da Crítica, voltada a novos talentos.
Dirigido pelo cineasta mexicano Bruno Santamaría Razo, o filme é uma coprodução entre México, Brasil e Dinamarca e representa a América Latina na disputa da mostra.
A seleção também marca a terceira participação consecutiva da produtora brasileira Desvia em grandes festivais internacionais. Entre os trabalhos recentes estão “O Último Azul”, premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim em 2025, e “Nosso Segredo”, exibido na edição de 2026 do evento.

História aborda memórias e descobertas
Ambientado na Cidade do México no início dos anos 1990, o filme acompanha a trajetória de um menino de 11 anos que vive a descoberta de sentimentos por seu melhor amigo, ao mesmo tempo em que enfrenta o impacto do diagnóstico de HIV do pai.
Décadas depois, o protagonista revisita essas memórias por meio do cinema. A obra combina elementos autobiográficos e ficcionais e foi filmada em película 16mm.
Coprodução reúne profissionais brasileiros
Além do destaque internacional, o longa também chama atenção pela participação brasileira na produção. O projeto envolve as empresas Ojo de Vaca, do México, Desvia, do Brasil, e Snowglobe, da Dinamarca.
Pelo lado brasileiro, a produção conta com Rachel Daisy Ellis e Camille Reis. Parte significativa da pós-produção foi realizada no Brasil, com a participação de profissionais como Marília Moraes, Eduardo Serrano e Miriam Biderman.
O filme também ganha relevância por ser apenas o terceiro longa mexicano selecionado na história da Semana da Crítica do Festival de Cannes.