Exposição em Belém reúne mais de 130 artistas e percorre 50 anos da arte contemporânea paraense
Mostra “Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense” abre ao público com entrada gratuita no Centro Cultural Banco da Amazônia
A cidade de Belém recebe, a partir desta sexta-feira (10), a exposição “Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense”, que apresenta um amplo panorama da arte contemporânea no Pará. A mostra, com entrada gratuita, reúne mais de 130 artistas paraenses — ou com forte ligação com o estado — e segue em cartaz até o dia 14 de junho no Centro Cultural Banco da Amazônia, no bairro da Campina.
Com curadoria de Vânia Leal, a exposição convida o público a um percurso que atravessa mais de cinco décadas de produção artística, com obras que vão de 1959 até 2026, destacando a diversidade de linguagens, estilos e contextos da arte amazônica contemporânea.
Acervo reúne grandes nomes da arte contemporânea paraense
A mostra apresenta um acervo inédito pertencente à coleção do colecionador Eduardo Vasconcelos, reunindo artistas de diferentes gerações. Entre os destaques estão nomes como Guy Veloso, Walda Marques, Dias Junior, Jorge Eiró, Paula Sampaio, Emmanuel Nassar, Petchó Silveira e Duda Santana.
Mais do que uma exposição cronológica, “Trajetórias” propõe um diálogo entre diferentes expressões artísticas, conectando pintura, fotografia, instalação, objetos e performance em um mesmo espaço expositivo.
Curadoria propõe leitura não linear da arte no Pará
A organização da exposição é estruturada em três eixos principais:
- Raízes (1959–1979)
- Rupturas (1980–1999)
- Confluências (2000–2026)
A proposta curatorial busca apresentar a arte contemporânea paraense como um campo dinâmico, marcado por encontros, transformações e múltiplas influências.
Segundo a curadora Vânia Leal, a ideia é romper com uma narrativa linear e valorizar a convivência entre diferentes tempos e linguagens, permitindo ao visitante uma experiência mais fluida e interpretativa.
Coleção privada ganha espaço público em Belém
As obras expostas fazem parte da coleção de Eduardo Vasconcelos, formada ao longo dos anos por meio da aquisição de trabalhos de artistas da região. A iniciativa reforça a importância da democratização do acesso à arte, ao levar uma coleção privada para um espaço público e gratuito.
O colecionador destaca que a abertura do acervo ao público contribui para fortalecer o vínculo entre artistas, obras e sociedade, além de valorizar a produção artística da região Norte no cenário nacional.
Programação educativa amplia experiência do público
Além da visitação, a exposição contará com uma programação educativa diversificada, incluindo:
- Oficinas artísticas
- Rodas de conversa
- Atividades voltadas à conscientização ambiental
- Lançamento de livro sobre o acervo
A proposta é ampliar o diálogo entre o público e a arte contemporânea amazônica, promovendo reflexão, formação e acesso à cultura.
Serviço
- Exposição: Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense
- Local: Centro Cultural Banco da Amazônia (Campina, Belém)
- Período: 10 de abril a 14 de junho de 2026
- Entrada: Gratuita
- Horários:
- Terça a sexta: 10h às 16h
- Sábados, domingos e feriados: 10h às 14h
Foto: Walda Marques, 2005 – Colecao Eduardo Vasconcelos (Ana Dias)