Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, é condenado por abuso sexual das próprias filhas

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O cantor Bruno Mafra, conhecido no cenário do tecnobrega paraense como vocalista da banda Bruno e Trio, teve sua condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça do Pará por estupro de vulnerável contra suas duas filhas. A sentença, mantida por unanimidade, prevê cerca de 32 anos de prisão em regime fechado. Na época dos crimes, as vítimas tinham 5 e 7 anos.

Segundo o processo, os abusos ocorreram entre 2007 e 2011, em Belém, repetidamente, incluindo na residência da família e em veículos. As denúncias vieram à tona em 2019, quando as filhas, já adultas, decidiram romper o silêncio e relatar os crimes. O Ministério Público destacou que o cantor usava sua autoridade paterna e manipulação psicológica para cometer os abusos.

Em nota, os familiares das vítimas afirmaram que a confirmação da pena representa um marco para sobreviventes de violência doméstica e reconhece a coragem das jovens em denunciar o próprio pai. O advogado da acusação, Felipe Alves, afirmou que, embora ainda seja possível recorrer a instâncias superiores, “a discussão sobre a autoria e a materialidade dos fatos está encerrada”.

A defesa de Bruno Mafra, representada pelo escritório Filipe Silveira, informou que o processo ainda não teve decisão definitiva e que serão apresentados recursos, destacando que há “questões relevantes sobre o devido processo legal que podem afetar a validade da decisão”.

O caso segue em tramitação na Justiça do Pará.

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